- Vasco avança negociações com Marcos Faria Lamacchia para a venda da SAF, após a saída da 777 Partners em maio de 2024.
- Conversas começaram em 2025 e, segundo o presidente Pedrinho, Lamacchia é o investidor mais adiantado e visto com potencial positivo.
- Lamacchia já assinou acordo de confidencialidade (NDA) e estaria em estágio muito avançado para se tornar o novo controlador da SAF.
- Para controlar a SAF, é preciso negociar com a A-CAP (31% das ações) e com o Vasco associativo (30%), sendo que 39% estão disputados em arbitragem.
- A diretoria vascaína atua com cautela para evitar repetir os problemas da parceria anterior, buscando governança estável e equilíbrio financeiro.
O Vasco da Gama avança nas negociações com o investidor Marcos Faria Lamacchia para a venda da sua SAF. As conversas, que começaram em 2025, seguem com ritmo positivo, segundo apurado pela reportagem. O objetivo é definir um novo controlador para a executiva de futebol, encerrando o período de instabilidade iniciado com a saída da 777 Partners em maio de 2024.
Lamaccchia é visto como o nome mais avançado entre os candidatos a novo investidor controlador. Em conversa exclusiva, o presidente do Vasco associado indicou que um investidor que assinou acordo de confidencialidade está em estágio mais adiantado, sem mencionar outros nomes próximos do fechamento. Ainda não há confirmação de assinatura ou prazo definido.
Perfil do potencial mantenedor
Marcos Faria Lamacchia, 47 anos, é sócio-fundador e CEO da Blue Star, empresa de consultoria financeira e investimentos. É filho de José Roberto Lamacchia, fundador do Banco Crefisa, e neto materno de Aloysio de Andrade Faria, por quem figura na lista histórica de bilionários da Forbes. A relação familiar não entra no negócio, mas destaca o interesse de longo prazo em projetos esportivos de relevância nacional.
Desafios e etapas da negociação
Para assumir o controle majoritário da SAF do Vasco, Lamacchia precisará negociar com duas frentes: a A-CAP, credora da 777 com participação de 31%, e o Vasco associativo, que detém cerca de 30%. Os 39% restantes estão em disputa via arbitragem entre Vasco e A-CAP. A A-CAP tornou-se acionista após quitar dívidas da 777, mas pode se desfazer da participação por limitações legais nos EUA. A avaliação indica que a negociação da fatia de 31% tende a ser mais simples.
Compromisso com a governança
A diretoria do Vasco reforça a cautela para evitar repetir erros da gestão anterior, que resultaram em passivos, insegurança jurídica e impactos esportivos. O objetivo atual é assegurar capacidade de investimento, equilíbrio financeiro e governança sólida para uma trajetória sustentável do clube, dentro e fora de campo.
O contexto esportivo e financeiro
A crise da parceria com a 777 instalou um período de turbulência institucional. A expectativa interna é de que em breve haja definição sobre o novo controlador da SAF, com impactos diretos na gestão esportiva e nos próximos passos do clube. A comissão interna avalia cenários com foco em estabilidade e governança.
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