- John Textor foi removido da diretoria da Eagle Football Holdings, com eficácia imediata, segundo o jornal L’Équipe.
- A Eagle informou que Textor tentou demitir dois diretores independentes horas antes da reunião, mas não teve sucesso.
- O fundo Ares Management cobra 425 milhões de euros emprestados para a compra do Lyon, com prazo de duas semanas para quitação restantes de 250 milhões de euros.
- O Ares já recebeu 175 milhões de euros, repassados após a venda de ações do Crystal Palace; a cobrança tem potencial impacto sobre o Botafogo e outros clubes da rede.
- Também há possibilidade de a situação levar a uma venda forçada do controle da Eagle, com impactos previstos para Lyon, Botafogo e Molenbeek, conforme o L’Équipe.
Nessa terça-feira (24), a Eagle Football Holdings informou que John Textor deixou o cargo na diretoria do grupo. A saída tem efeitos imediatos e faz parte de desdobramentos internos da empresa que comanda clubes como Botafogo e Lyon.
O anúncio veio por meio de documento divulgado pelo jornal francês L’Équipe. A Eagle afirma que Textor foi removido de sua posição no dia 27 de janeiro e aponta tentativa de demissão de dois diretores independentes com apoio de advogados.
A entidade aponta ainda que Michele Kang, outra diretora da Eagle, e o grupo Ares Management comunicaram ao empresário que ele deixaria o posto. Segundo o grupo, o plano não avançou e a empresa confirmou a saída imediata de Textor.
Cobrança do fundo Ares
O jornal Bloomberg divulgou que o Ares Management iniciou cobrança formal de 425 milhões de euros emprestados à Eagle para a compra do Lyon, em 2022. O fundo recebeu 175 milhões de euros via Textor, após a venda de ações no Crystal Palace, no ano passado.
Com isso, o Ares deu duas semanas de prazo para quitar os 250 milhões restantes. A própria publicação francesa afirma que o Ares não vê solução amigável e está adotando medidas mais firmes.
Efeitos sobre o Botafogo e o contexto europeu
A situação envolvendo Textor e a Eagle na Europa pode ter impacto direto no Botafogo, que integra a rede de clubes da empresa. O empréstimo feito pelo Glorioso a um fundo não aprovado pela DNCG também é citado como brecha contratual.
O L’Équipe sustenta que o Ares pode acionar a Justiça e a DNCG para exigir a venda do controle da Eagle, com recursos para quitar a dívida. No Lyon, o fundo já conversa com Michele Kang para conduzir a reestruturação financeira.
Perspectivas e próximos passos
A publicação francesa aponta que o Ares pode consolidar controle sobre Lyon e, em breve, também sobre Botafogo e Molenbeek. A retomada de negociações permanece sob sigilo entre as partes e sem comentários oficiais adicionais.
Próximos jogos do Botafogo
- Nacional Potosí (C) – 25/02, 21h30 (Brasília) | Libertadores
- Boavista (C) – 28/02, 19h30 (Brasília) | Taça Rio
- Athletico-PR (F) – 11/03, 19h00 (Brasília) | Brasileirão
Entre na conversa da comunidade