- Teodor Davidov, de quinze anos, avançou do quali às quartas de final do ITF M fifteen de Naples, nos Estados Unidos, marcando seus primeiros pontos na ATP. Ele joga ambidestro, com dois forehands.
- Treinadores avaliam que essa abordagem é rara e ainda incerta para o alto rendimento, citando velocidade de jogo como obstáculo para manter dois forehands no nível profissional.
- Santos Dumont, treinador de Guto Miguel, também vê cautela: é uma opção que pode aparecer no juvenil, mas ainda não há exemplos no top‑100 do mundo.
- Patrick Mouratoglou, que acompanha o alemão Lucas Herrera Sanchez, afirma que não há razão para não funcionar no profissional e ressalta que poucos golpeiam dos dois lados; cita ainda histórico de Cheong‑Eui Kim, que teve carreira em duplas com ambidestria.
- No Brasil, Davi Raposo, oito anos, já disputa torneios infantis com dois forehands e ganhou o Banana Bowl em simples e duplas, destacando que o estilo surgiu naturalmente na família e pode não se tornar tendência.
Na ITF M15 de Naples, nos Estados Unidos, o jovem Teodor Davidov, de 15 anos, avançou do qualifying até as quartas de final, marcando seus primeiros pontos no ranking da ATP. O saibro foi o cenário da apresentação do atleta ambidestro, que ataca com dois forehands.
O caso do norte-americano, que já é destaque na idade, levanta debates entre treinadores brasileiros e internacionais sobre a viabilidade dessa metodologia em alto rendimento. Especialistas opinam que o estilo pode exigir adaptação gradual conforme o nível de competição aumenta.
Viés ambidestro no tênis juvenil
Léo Azevedo, Head Coach da Rede Tênis, afirma que, embora o números apontem para um alto potencial, manter o estilo no alto nível é improvável. O jogo moderno é extremamente rápido, o que dificulta alternar entre as mãos na prática profissional.
Santos Dumont, treinador de Guto Miguel, ressalta cautela: a ideia pode ser natural para o desenvolvimento, mas ainda não há exemplo de jogadores entre os 100 ou 200 do mundo jogando assim. Ele observa que houve interesse de alunos e pais, porém a adaptação é complexa.
Dumont cita Luke Jensen como referência histórica: o saque ambidestro funcionou bem na dupla, mas o ambiente atual de jogo rápido exige diferentes ajustes. Ainda assim, afirma que no juvenil pode haver espaço para explorar dois forehands, sob avaliação constante.
Danilo Ferraz, que trabalha com Azevedo, reforça que a ausência de praticantes nesse formato no circuito atual indica dificuldade. O técnico aponta velocidade e físico como principais obstáculos, mas admite que casos excepcionais podem surgir.
Casos além dos Estados Unidos
O alemão Lucas Herrera Sanchez, destaque entre os 14 anos, também elevou o interesse ao disputar Les Petits As. O técnico Patrick Mouratoglou analisou a possibilidade de profissionalização com dois forehands, destacando que a singularidade pode se tornar vantagem.
No circuito profissional, o exemplo mais próximo é Cheong-Eui Kim, que treinou com ambidestria no saque e chegou a títulos ITF. Ainda assim, a trajetória permanece pouco comum entre atletas de elite.
Casos no Brasil
No Brasil, o jovem Davi Raposo, de 8 anos, já compete com dois forehands em torneios infantis. Natural de Petrópolis, ele tem vencido competições como Banana Bowl, com apoio da família que relata desenvolvimento natural da habilidade.
O pai, Cristiano Raposo, descreve a evolução gradual da criança: o forehand dos dois lados surgiu de forma espontânea durante aulas, com estímulo progressivo para consolidar a habilidade. Raposo já venceu em simples e duplas, e mantém projeções de evolução de acordo com o ritmo de reação.
Entre na conversa da comunidade