- Nilton Santos vestiu apenas as camisas do Botafogo e da Seleção Brasileira, estreando pelo clube em 1948 e contribuindo para o título carioca daquele ano.
- Pelo Botafogo, disputou 718 jogos entre 1948 e 1964, tornando-se o maior ídolo em número de partidas, com 11 gols.
- Atributos como leitura de jogo, posição firme e apoio ao ataque redefiniram a lateral esquerda, tornando-o referência técnica na década de 1950.
- Foi peça-chave do Botafogo ao lado de Garrincha, Didi e Zagallo, conquistando quatro títulos cariocas (1948, 1957, 1961 e 1962), dois Torneios Rio–São Paulo (1962 e 1964) e o Torneio de Paris (1963).
- Encerrando a carreira em 1964, Nilton Santos deixou legado de fidelidade ao clube e de transformação tática da posição, reconhecido pela imprensa na época.
Nilton Santos vestiu apenas duas camisas como profissional: Botafogo e seleção brasileira. Sua estreia pelo Botafogo foi em 1948, contra o América Mineiro. No Carioca daquele ano, o clube venceu o Canto do Rio por 4 a 2, abrindo caminho para o título.
Nos anos 1950, Nilton ganhou destaque pela defesa segura, posicionamento e leitura de jogo. Cronistas o viam como sucessor de grandes defensores, antecipando jogadas e elegante saída de bola, ajudando a transição tática do futebol brasileiro.
Números históricos no Botafogo
Entre 1948 e 1964, disputou 718 partidas pelo Botafogo, recorde absoluto do clube. Anotou 11 gols, média modesta para a posição, mas expressiva na época. A longevidade em 16 temporadas foi a marca de uma carreira estável.
Padrão de jogo e era de Garrincha
Nilton redefiniu a lateral esquerda, participando da construção ofensiva e recuando com eficiência para a defesa. Sua atuação acompanhou a era de Garrincha, Didi e Zagallo, equilibrando defesa sólida e ataque criativo do time.
Títulos e reconhecimentos
Conquistou quatro Campeonatos Cariocas (1948, 1957, 1961, 1962) e dois Torneios Rio–São Paulo (1962, 1964). Em 1963 integrou a equipe que venceu o Torneio de Paris, reconhecimento internacional do Botafogo.
Legado e impacto técnico
Jornalistas da época destacaram sua consistência e postura firme, com comparação a grandes defensores. Houve até a valorização de utilizá-lo mais adiantado, mas a função principal permaneceu a lateral esquerda.
Conclusão de carreira
Nilton encerrou a carreira em 1964 defendendo apenas o Botafogo. Os 718 jogos e 11 gols consolidaram-no como recordista histórico do clube e símbolo de fidelidade, regularidade e transformação tática.
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