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Vasco busca soluções táticas sem Coutinho, aponta Pitaco do Guffo

Vasco repensa criação após saída de Coutinho, migrando para jogo coletivo com Nuno Moreira e Johan Rojas, explorando variações táticas para manter identidade

Coutinho jogador do Vasco durante partida contra o Chapecoense (Foto: Thiago Ribeiro/AGIF/GazetaPress)
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  • A saída de Philippe Coutinho tira do Vasco uma referência técnica central, abrindo espaço para reconfigurar a criação coletivo do time.
  • O treinador Fernando Diniz deve investir em jogadas de aproximação e menos dependência de um craque, buscando soluções de circulação entre linhas.
  • Nuno Moreira é a opção para atuar por dentro, encurtando caminhos para o último passe e conectando o triângulo com os pontas.
  • Johan Rojas, contratado como alternativa, pode funcionar como conector mais vertical, acelerando a transição quando a defesa adversária está compacta.
  • O Vasco pode alternar entre 4-3-3 e 4-4-2/4-5-1, com ajustes para pressionar após a perda e manter equilíbrio defensivo, além de considerar um ataque mais agressivo com Spinelli e Brenner no eixo.

O Vasco terá de recalibrar sua forma de jogo após a saída de Philippe Coutinho, referência técnica que costumava ditar o ritmo da posse. Sem o camisa 10, o clube busca manter a identidade de Fernando Diniz, priorizando a criação coletiva e a aproximação entre os setores.

A principal mudança será a redistribuição da criação. O time passa a buscar jogadores livres entre linhas, conectando o triângulo entre defesa, meio e ataque sem depender de um único craque. A ideia é manter a circulação e acelerar nos momentos certos, sem exigir um protagonista individual.

Nuno Moreira surge como opção para receber entrelinhas e encurtar o último passe, mantendo o viés de organização pelo meio. A leitura é de que o atacante precisa responder com recepção rápida e boa orientação de jogo, mesmo que o perfil técnico não seja idêntico ao de Coutinho.

Outra possibilidade envolve o colombiano Johan Rojas, contratado para atuar como alternativa criativa. Ele pode exercer um papel mais vertical, conectando a transição e acelerando a posse contra defesas bem ajustadas. A dupla de meio campo com Thiago Mendes e Barros sustenta a circulação, enquanto os alas Andrés Gómez e Hinestroza exploram os espaços.

Essa variação permite que o Vasco oscile entre diferentes desenhos táticos sem perder identidade. No 4-3-3, o trio criativo tende a render entre linhas, abrindo caminhos para os pontas explorarem o espaço por dentro ou por fora, conforme o posicionamento da defesa adversária.

Se houver necessidade de maior densidade central, entra o 4-4-2/4-5-1, com um ponta recuando para formar segunda linha e proteger o corredor central. O esquema privilegia recuperações rápidas após a perda e maior apoio curto para evitar bolas longas desnecessárias.

No aspecto ofensivo, a chegada de Spinelli oferece uma opção adicional para aumentar a presença na área. Assim, Brenner pode recuar para articular com os ponteiros, fortalecendo cruzamentos e segundas bolas sem depender de chapéu criativo fixo.

Há ainda o cenário de adotar um 4-2-4, com dois jogadores por dentro e dois pelos flancos. Esse modelo, mais ousado, exige controle de transição e pode ser utilizado em 2026 em momentos de pressão alta, especialmente em casa, quando o estádio impulsiona o clube.

As mudanças podem reduzir o brilho central deixado pela saída de Coutinho, ao mesmo tempo em que fortalecem o acúmulo de jogo coletivo. O Vasco pode atravessar o ano com menos dependência de um camisa 10, mantendo a proposta de jogo com um criativo invisível: o sistema.

Fonte: coluna Pitaco do Guffo, Lance!

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