- Em 27 de outubro de 2024, na Fernão Dias, em Mairiporã (SP), houve emboscada da Mancha Alviverde contra torcedores do Cruzeiro, com morte de José Victor Miranda e pelo menos quinze feridos; mais de vinte membros da organizada foram presos.
- A família da vítima cobra indenização superior a vinte e dois milhões de reais, incluindo honorários, pelos danos materiais e morais.
- Em 5 de novembro de 2024, a Mancha Alviverde assinou um Termo de Ajuste de Conduta com o Ministério Público de São Paulo, reconhecendo a responsabilidade civil pelo caso.
- O TAC prevê indenização aos atingidos, com até dois milhões de reais no total, sendo um milhão destinado aos herdeiros da vítima.
- O Palmeiras busca que a Justiça encerre a ação contra o clube, alegando ilegitimidade para figurar no polo passivo, já que a organização é a responsável pela segurança da partida.
O Palmeiras buscou na Justiça de São Paulo medidas para encerrar uma ação que envolve cerca de R$ 22 milhões de indenização pela morte de um torcedor do Cruzeiro. O caso remonta a outubro de 2024, quando uma emboscada da torcida organizada Mancha Alviverde ocorreu na rodovia Fernão Dias, em Mairiporã (SP).
O episódio resultou na morte de José Victor Miranda e deixou ao menos 15 feridos. Segundo a Polícia, houve interceptação de dois ônibus da torcida Máfia Azul, com uso de pedras, fogos, inflamáveis e instrumentos de ataque. Mais de 20 membros da Mancha foram presos.
TAC assinado e impactos para o Palmeiras
A defesa do Palmeiras informou ter apresentado na Justiça um documento assinado pela Mancha Alviverde em 5 de novembro de 2023, com a participação do Ministério Público. O termo reconhece responsabilidades civis e prevê indenizações, incluindo R$ 1 milhão aos herdeiros da vítima.
A Mancha comprometeu-se a quitar danos materiais e morais, com valores estimados em R$ 2 milhões, conforme o TAC. Por meio desse acordo, o clube afirma que não pode figurar no polo passivo da ação movida pela família da vítima.
Reação da família e desdobramentos legais
A família de José Victor dos Santos Miranda sustenta que o episódio ocorreu sob organização da Mancha e envolve o papel de mando da diretoria do Palmeiras na partida. A defesa do clube mantém a posição de ilegitimidade para responder pelo caso.
As ações judiciais contra o Palmeiras somam mais de R$ 20 milhões, incluindo honorários, segundo a família da vítima. O processo tramita com foco na responsabilização do clube pela segurança integrada ao evento.
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