- No Bahrein, a Ferrari testou uma asa traseira que gira 180 graus, criando uma rotação total de 270 graus na configuração de abertura.
- O efeito visual é de abertura maior da asa nas retas, gerando impacto estético e potencial melhoria de desempenho aerodinâmico.
- Com o novo regulamento de unidades de potência, que envolve metade elétrica, uma asa mais eficiente reduz o arrasto e pode levar a maiores velocidades de reta.
- A equipe guardou a inovação após o uso, sugerindo que poderia haver ajustes ou mais dados necessários; ainda não está claro o ganho real.
- Há expectativa de que, se permitido, outras equipes possam copiar o dispositivo, já que ele atua em um ponto importante do regulamento de 2026.
O destaque da semana no Bahrein foi a asa traseira da Ferrari, apresentada durante os testes da pré-temporada da Fórmula 1. O dispositivo gira 180º, ao contrário dos 90º tradicionais, abrindo a asa em retas e fechando em curvas. A demonstração foi observada por equipes e fãs, com imagens de onboard destacando a abertura acentuada.
O recurso chegou a gerar vídeos com efeito visual marcante, ampliando a área de atuação da asa na reta. A Ferrari sinalizou que o conceito pode reduzir o arrasto e favorecer velocidades finais, especialmente com o novo formato de potência que mescla motor elétrico e combustão.
Contexto técnico e impacto na estratégia
Com o regulamento de 2026, metade da potência vem do motor elétrico. Assim, menos arrasto nas retas ajuda a manter altas velocidades sem consumir energia excessiva. Em linhas gerais, menos asa na reta implica menos resistência, mas exige mais aderência em curvas.
Ainda que o ganho seja difícil de quantificar sem dados de túnel de vento, a Ferrari encerrou o uso da asa logo após o teste, o que indica coleta de informações para avaliação futura. O regulamento vigente pode permitir ou restringir esse tipo de solução, conforme avanços e homologações.
Outras inovações e avaliação da temporada
Além da asa, houve menção a uma pequena aleta próximo ao escapamento durante os testes no Bahrein. A equipe italiana também teve boas largadas com Lewis Hamilton e Charles Leclerc, sugerindo avanços em desempenho inicial. O cenário mostra a Ferrari buscando vantagens em um ano com as quatro grandes equipes competitivas.
Ainda é cedo para confirmar efetiva vantagem, já que equipes rivais estudam mudanças regulatórias e novas soluções aerodinâmicas. A inovação de 2026 é acompanhada de cautela, mas já é alvo de discussões entre técnicos e fãs sobre possíveis cópias no grid.
Entre na conversa da comunidade