- Alysa Liu, de 20 anos, vence o ouro olímpico na patinação artística feminina em Milão-Cortina, encerrando jejum de 24 anos dos Estados Unidos.
- No programa curto, a americana ficou em terceiro lugar, com 76,59 pontos, 2,12 atrás de Ami Nakai.
- No programa livre, Liu somou 150,20 pontos e apresentou a melhor performance da temporada.
- O Japão chegou com três candidatas ao pódio; Kaori Sakamoto ficou com a prata e Ami Nakai ficou com o bronze, após a lideranças ficarem para Liu.
- Liu é a primeira mulher a combinar salto quádruplo com triplo axel em competição internacional e já era bicampeã nacional; o retorno, após dois anos afastada, teve início em 2024.
Alysa Liu, aos 20 anos, conquistou o ouro olímpico na patinação artística em Milão-Corteina, encerrando um jejum de 24 anos dos Estados Unidos no feminino. A vitória ocorreu diante de um forte trio japonês, que chegou à final com esperanças de pódio.
A volta às competições começou em 2024, após dois anos longe do gelo. Em conversa por vídeo, o técnico Phillip DiGuglielmo tentou desencorajar a atleta, citando casos de retorno malsucedido. Liu manteve o objetivo e iniciou a recuperação da forma.
Campeã mundial em 2025, Liu levou para os Jogos o programa que marcou seu retorno. No programa curto, somou 76,59 pontos e ficou em terceiro, atrás da japonesa Ami Nakai.
Programa livre e vitória histórica
No programa livre, embalado por MacArthur Park, Liu apresentou a melhor performance da temporada. Foram 150,20 pontos, perto de seu recorde pessoal, com saltos estáveis e transições precisas.
A japonesa Ami Nakai garantiu o bronze; Kaori Sakamoto ficou com a prata, repetindo a dominância do Japão na prova. Mone Chiba, também do Japão, encerrou a leva de finalistas no top 3 da disputa.
Acompanharam Liu no programa livre a compatriota Amber Glenn, que somou 147,52 pontos, a melhor marca pessoal da temporada, mas não entrou no pódio.
Contexto e alcance histórico
Liu tornou-se a primeira mulher a combinar um salto quádruplo com um triplo axel em competição internacional. A cadência e a precisão das manobras marcaram a consagração em Milão-Cortina.
O desempenho americano encerra um jejum de duas décadas sem ouro no feminino na patinação artística olímpica. O Japão chegou à final com três candidatas ao pódio, mantendo viva a expectativa de uma dobradinha difícil de superar.
Entre na conversa da comunidade