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Do atletismo ao bobsled: como atletas de pista impulsionam o trenó

Brasil leva atletas de atletismo ao bobsled em Milão-Cortina, sob liderança de Edson Bindilatti, para fortalecer desempenho na Olimpíada de Inverno

Atletismo e bobsled guardam semelhanças importantes entre si (Foto: Divulgação/ CBDG)
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  • A seleção brasileira para os Jogos Milão-Cortina é liderada pelo ex-atleta de decatlo Edson Bindilatti, que vai para a sexta edição de Jogos Olímpicos de Inverno.
  • O bobsled brasileiro aposta em atletas com base no atletismo, especialmente pela explosão na largada, chamada de push, que acontece nos primeiros cerca de 50 metros.
  • Entre os convocados, estão atletas que já competiam no decatlo e em outras provas de velocidade e salto, além de campeões nacionais de saltos e lançamentos, revelando uma estratégia de aproveitamento de talentos do atletismo.
  • A ligação entre atletismo e bobsled já é prática de potências como Estados Unidos, Canadá e Alemanha, com o Brasil buscando acelerar o desenvolvimento através de profissionais veteranos e observação de competições de atletismo.
  • Em Turim, em 2006, a participação brasileira contou com Edson Bindilatti, Claudinei Quirino, Ricardo Raschini e Márcio Silva, mas o time ficou conhecido como “Bananas Congeladas” após perder o controle do trenó nas duas primeiras descidas; hoje o Brasil participa de Milão-Cortina pela sexta vez.

A delegação brasileira que compete nos Jogos de Inverno Milão-Cortina é liderada por Edson Bindilatti, ex-atleta de decatlo. A estratégia une atletismo e bobsled para potencializar a atuação do Brasil na competição, que acontece na Itália neste ano. Edson assume também o papel de olheiro para novas gerações do bobsled no país.

A aposta envolve convocados que nasceram no atletismo, destacando a força explosiva necessária para a largada, o push do trenó e a aceleração inicial. Além de Bindilatti, Rafael Souza já competia no decatlo, e o grupo inclui atletas de salto e arremesso, com o jovem Gustavo Ferreira surgindo no papel de velocista.

A ideia de unir modalidades não é nova entre potências do esporte. Nos EUA, Canadá e Alemanha, o atletismo costuma fornecer a base para as ações de velocidade e explosão no bobsled, especialmente na largada, decisiva para o tempo total da prova.

Da história em Sydney ao gelo de Turim

Um dos nomes de destaque do atletismo brasileiro abriu ponte para o bobsled: Claudinei Quirino. Medalhista de prata no revezamento 4x100m em Sydney, ele integrou a equipe nos Jogos de Turim 2006, ao lado de Bindilatti, Raschini e Márcio Silva. A participação brasileira, porém, terminou com a perda de controle do trenó, levando à eliminação nas duas primeiras descidas.

Os Jogos de Turim marcaram apenas a segunda participação do Brasil no bobsled em Olimpíadas de Inverno. Em Milão-Cortina, o país participa pela sexta vez, fortalecendo a presença brasileira nessa modalidade.

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