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Trocar técnico no início do Brasileirão: o que dizem os pontos corridos

Trocar técnico no início do Brasileirão pode levar ao título em quase metade das edições, mas também agrava o risco de rebaixamento

Jorge Sampaoli não é mais técnico do Atlético-MG (FOTO: Mauro Pimentel / AFP)
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  • Desde 2003, o Brasileirão em pontos corridos teve 23 edições até 2025, e em 10 delas (43,5%) o campeão trocou de técnico e venceu.
  • Casos marcantes incluem 2004, quando Vanderlei Luxemburgo assumiu o Santos e venceu com high aproveitamento; 2019, Jorge Jesus chegou ao Flamengo e atingiu quase oitenta por cento de aproveitamento.
  • Também houve títulos sob mudanças de comando: 2010, Muricy Ramalho no Fluminense; 2016, Cuca no Palmeiras; 2024, Artur Jorge no Botafogo, todos com altos índices de aproveitamento.
  • No entanto, trocar de treinador nem sempre funciona para evitar queda: 2019 Cruzeiro terminou em 17º; 2020 Vasco ficou com saldo negativo e caiu; 2007 Corinthians caiu com 44 pontos.
  • Em viradas de salvar, há exemplos como 2006 Corinthians com Emerson Leão, 2009 Fluminense com Cuca, 2010 Atlético-MG com Dorival Júnior, 2016 Cruzeiro com Mano Menezes e 2025 Internacional com Abel Braga.

Desde 2003, o Brasileirão foi disputado no formato de pontos corridos. Em 23 edições até 2025, a troca de técnico ocorreu em 10 delas, cerca de 43,5%. Em cinco casos, o título veio após a troca; em outros, o investimento não deu certo.

Entre os casos bem-sucedidos, Vanderlei Luxemburgo assumiu o Santos em 2004 e venceu com alta performance. Em 2005, Tevez e Mascherano viram Passarella ser substituído por Antônio Lopes, levando o Corinthians ao título. Em 2009, Andrade substituiu Cuca no Flamengo e encerrou um jejum de 17 anos.

Em 2010, Muricy Ramalho assumiu o Fluminense em abril e sagrou-se campeão. Cuca também aparece mais tarde: campeão pelo Palmeiras em 2016 e pelo Atlético-MG em 2021, ao assumir no lugar de Sampaoli. Felipão, no Palmeiras, em 2018, consolidou campanha de 70% de aproveitamento.

Trocas que mudaram o destino na parte de cima da tabela

A lista de casos no rebaixamento é mais dramática. Em 2019, o Cruzeiro trocou para a reta final, mas perdeu os três jogos decisivos e caiu para a Série B. O Vasco, em 2020, teve desempenho ruim nas últimas partidas e ficou abaixo do saldo do Fortaleza, rebaixado.

Em 2021, o Grêmio terminou rebaixado após a passagem de Vagner Mancini. Em 2007, o Corinthians ficou em 17º com Nelsinho Baptista, que só venceu duas partidas e caiu. Essas situações mostram que a troca nem sempre evita a queda.

Mudanças que salvaram do rebaixamento também existiram

Em 2006, Emerson Leão assumiu o Corinthians na lanterna e levou o time a nono lugar, com 53 pontos. Em 2009, o Fluminense escapou da degola com Cuca, após oito vitórias em 16 jogos. Dorival Júnior salvou o Atlético-MG em 2010.

Mais recentemente, Abel Braga assumiu o Internacional em 2025, faltando duas rodadas, e assegurou a permanência na elite. Os exemplos indicam que a mudança pode ser eficaz, mas não é garantia de sucesso imediato.

Síntese

Os números demonstram que a troca de técnico no Brasileirão já gerou título em quase metade das vezes, mas também acelerou quedas. Em Atlético-MG, a decisão parece estratégica para evitar perder o controle da temporada, mas o futuro ainda depende da continuidade do elenco e do rendimento.

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