- O atleta ucraniano Vladyslav Heraskevych foi desqualificado da prova de skeleton nas Olimpíadas por planejar usar um capacete que prestava homenagem a atletas mortos pela invasão russa.
- A decisão ocorreu pouco antes do início das competições, após diálogo com a presidente do Comitê Olímpico Internacional, Kirsty Coventry, que não permitiu a continuidade da participação.
- Zelenskiy manifestou apoio a Heraskevych, afirmando que o esporte não deve silenciar guerras e que os Jogos devem promover paz.
- Segundo o jornal Times, Coventry e o pai do atleta choraram durante a reunião, que reforçou a posição da organização de banir manifestações políticas em provas.
- O capacete de Heraskevych exibia apenas imagens de atletas falecidos, sem texto ou mensagens explícitas, e não foi permitido pela organização.
Vladyslav Heraskevych, atleta ucraniano de skeleton, foi desclassificado das provas da modalidade nesta terça-feira, em Cortina d’Ampezzo. O motivo foi a intenção de usar um capacete que prestava homenagem a atletas mortos pela invasão russa da Ucrânia.
Heraskevych já tinha comunicado que manteria a ideia mesmo diante de possíveis sanções. O incidente ocorreu pouco antes do início das disputas da competição, que seria realizada hoje. A decisão foi anunciada pela organização no local.
Antes da desclassificação, dirigentes do Comitê Olímpico Internacional se reuniram com o atleta e com seu pai para discutir o caso. Segundo relatos, a reunião foi emotiva, com ambas as partes em tom comovido.
O presidente do COI, Kirsty Coventry, participou do encontro para tratar da situação. A decisão final manteve a proibição do uso de itens com mensagens políticas durante as provas, conforme as regras da competição.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy também comentou o assunto nas redes sociais, defendendo que o esporte não deve servir de palco para guerras e pedindo respeito aos princípios do Olympism. O episódio reacende o debate sobre política e esportes.
A controvérsia envolve a linha entre expressão individual e regras que proíbem mensagens políticas em competições. A organização reiterou que a norma não permite reivindicações durante as provas, sob a justificativa de preservar a neutralidade do evento.
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