- A Justiça acatou o pedido do governo de São Paulo e including o Palmeiras no processo, atribuindo-lhe responsabilidade objetiva pela morte de Gabriella Anelli, ocorrida em 8 de julho de 2023, no entorno do Allianz Parque, durante o jogo Palmeiras x Flamengo.
- A família da vítima, representando o irmão Felipe Anelli Marchiano, busca indenização de R$ 1 milhão; Gabriella era membro de uma organizada do Palmeiras.
- O governo sustentou que o plano de segurança do evento é de responsabilidade da organização esportiva, com participação de órgãos públicos, sem transferir toda a responsabilidade a eles.
- A Polícia informou que foram usados 115 militares no dia e que houve falhas do contingente e de seguranças privados do Palmeiras; câmeras ajudaram a identificar o suspeito.
- O torcedor do Flamengo, Jonathan Messias Santos da Silva, foi condenado a 14 anos de prisão em regime fechado; a Justiça proferiu a sentença pela 5ª Vara do Júri de São Paulo.
O governo de São Paulo pediu que o Palmeiras seja incluído como parte no processo que investiga a morte de uma torcedora ocorrida durante um jogo entre Palmeiras e Flamengo, em 8 de julho de 2023, no Allianz Parque. A Justiça acatou o pedido e o clube passou a integrar a ação como gestor do evento.
A ação foi movida pelo irmão da vítima, que busca indenização de 1 milhão de reais. O governo sustenta que o mando do jogo é responsabilidade da organização desportiva, o que configura responsabilidade objetiva por falhas na segurança.
Segundo os autos, o plano de segurança é responsabilidade do clube, com cooperação de órgãos públicos de segurança, sem que estes absorvam a responsabilidade da organização. O governo afirma que a atuação policial é complementar.
Dados oficiais apontam que 115 militares participaram da operação no dia. Câmeras teriam mostrado falhas no contingente e atuação de seguranças privados do Palmeiras, que organizavam a entrada de torcedores no estádio.
O Palmeiras foi comunicado pela Justiça e não teria respondido a pedidos deComentário. O clube foi incluído no polo passivo do processo para apurar responsabilidades pela segurança do evento.
O irmão da vítima já havia moveu ação contra o clube no fim de 2024, mas a parte desistiu da ação posteriormente. A nova ação concentra-se na atuação do Estado e no papel da organização do evento.
Gabriella Anelli, a torcedora morta, foi atingida por estilhaços de uma garrafa durante a confusão nas proximidades do Allianz Parque. O caso teve desdobramentos com a prisão de Jonathan, apontado como autor dos disparos de vidro.
A investigação utilizou imagens de reconhecimento facial do estádio e de câmeras externas para a identificação do suspeito. A Delegacia de Homicídios confirmou a coleta de evidências para a apuração do caso.
A Justiça deverá prosseguir com as determinações do inquérito, avaliando a responsabilidade de cada parte envolvida na segurança do evento. O desfecho da ação ainda depende de decisões legais futuras.
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