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Botafogo demite funcionários e extingue departamentos após crise da SAF

Botafogo demite mais de trinta funcionários e encerra setores, como controladoria e board, com impacto previsto no futebol feminino e na base da SAF

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  • Botafogo demitiu mais de trinta funcionários nesta quinta-feira, 12, em meio à crise financeira da SAF.
  • A queda no quadro atingiu vários setores, com encerramento de áreas como a controladoria e o setor de board; o futebol feminino e a base devem ser os próximos a sofrer cortes.
  • O atual diretor de operações, Danilo Caixeiro, liderou as demissões após assumir o posto, substituindo o ex-CEO Thairo Arruda.
  • A decisão ocorre enquanto a SAF busca equilibrar o caixa, após o clube livrar-se, na última sexta-feira, do transfer ban imposta pela Fifa por uma dívida de cerca de 109 milhões de dólares com o Atlanta United.
  • O empréstimo para quitar a dívida provocou discordâncias internas sobre os termos, incluindo cláusula que poderia transformar o passivo em participação na SAF. O Botafogo não se posicionou sobre o assunto.

O Botafogo S.A.F. vive uma fase de grave crise financeira e está passando por uma reformulação. A SAF, comandada por John Textor, tem promovido cortes no quadro de funcionários. A demissão em massa afeta diversas áreas do clube.

A ESPN apurou que mais de 30 pessoas foram desligadas nesta quinta-feira (12). O número pode subir nos próximos dias, com impactos em diferentes setores da instituição.

Entre as áreas atingidas, a controladoria e o setor de board já foram encerrados. Futuro impacto também é apontado para o futebol feminino e para a base, enquanto o atendimento ao quadro associativo está preservado por ora.

Mudança de liderança e gestão de caixa

A redução de pessoal foi coordenada por Danilo Caixeiro, que assumiu o cargo de COO após a saída de Thairo Arruda, ex-CEO, em busca de equilíbrio financeiro da SAF. A expectativa é de ajustes adicionais na estrutura.

Aporte, dívida e tensões internas

Na semana anterior, o Botafogo deixou para trás o Transfer Ban imposto pela FIFA, relacionado a dívida de cerca de 109 milhões com o Atlanta United pela contratação de Thiago Almada. O acordo envolveu a participação de GDA Luma Capital e Hutton Capital.

Houve divergência interna sobre os termos do empréstimo obtido para suspender a punição, o que teria motivado a saída de Arruda. Segundo fontes, o dirigente rejeitou cláusulas que poderiam converter a dívida em participação societária.

Posição do clube

O Botafogo não se pronunciou oficialmente até o momento. A reportagem permanece com atualização esperada caso haja manifestação da diretoria sobre o tema.

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