- Craig Tiley, diretor do Australian Open, abriu a possibilidade de confrontos de cinco sets na chave feminina a partir das quartas de final no próximo ano.
- A ideia divide opiniões entre as jogadoras, incluindo Coco Gauff, Amanda Anisimova e Iga Swiatek, presentes no Media Day do WTA 1000 em Doha.
- Gauff disse que não tem certeza se prefere jogos de cinco sets e que, para o público, pode ser excessivo ter partidas tão longas para homens e mulheres.
- Anisimova apontou que a mudança seria drástica para o treinamento e para a estratégia de quem já atua no formato de melhor de três sets.
- Swiatek afirmou que o calendário da WTA ficaria ainda mais apertado e que não faz sentido manter partidas tão longas, mesmo sendo uma atleta resistente.
O debate sobre a possibilidade de mudar para confrontos de cinco sets na chave feminina ganhou força após uma declaração de Craig Tiley, diretor do Australian Open. A ideia seria adotada a partir das quartas de final do torneio no próximo ano, porém ainda não há consenso entre as atletas.
Durante o Media Day do WTA 1000 de Doha, jogadoras de ponta manifestaram posições divergentes sobre a proposta. O tema gera debate entre quem vê potencial para ampliar a competitividade e quem aponta impactos no desgaste físico.
Coco Gauff: a atleta destacou dúvidas sobre a viabilidade física e a experiência como telespectador. A jovem, de 21 anos, disse não ter certeza se conseguiria manter o mesmo nível em partidas de cinco sets, mesmo reconhecendo que poderia vencer esse formato.
Amanda Anisimova também se mostrou cética. A tenista ressaltou que mudanças desse tipo alterariam toda a estratégia construída ao longo dos anos, com treinamentos voltados ao melhor de três sets. Ela reforçou que seria uma mudança drástica para o ambiente de elite.
Anisimova ainda enfatizou o impacto físico, afirmando que as jogadoras poderiam sentir consequências significativas no corpo com o novo formato, e que prefere manter o atual de três sets.
Iga Swiatek, atual número 2 do ranking, apontou que o calendário extremamente apertado da WTA dificulta a adoção de partidas mais longas. Embora se considere resistente a jogos extensos, Swiatek mencionou que o planejamento da temporada precisaria mudar para acomodar o formato.
A polêmica envolve ainda a necessidade de reorganizar a preparação e a manutenção da forma física ao longo de uma temporada já exigente, com consequências potenciais para a logística das equipes e o cronograma de torneios. A proposta segue dependente de debates com a organização do torneio e com as atletas.
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