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Biatleta francês condenado por fraude ganha ouro e colega prejudicado fica 80º

Apesar de condenada por uso de cartão da colega Justine Braisaz-Bouchet, Julia Simon conquista ouro olímpico no biatlo feminino; a vítima terminou em oitavo

Julia Simon of France gestures towards the TV compound as she crosses the finish line to win the women's 15km individual biathlon.
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  • Julia Simon, 29 anos, foi considerada culpada de usar o cartão de crédito da colega Justine Braisaz-Bouchet para compras acima de € 2 mil; a decisão incluiu multa de € 15 mil e uma sentença suspensa de três meses em outubro.
  • A vítima, Justine Braisaz-Bouchet, também 29 anos, terminou em 80º lugar na mesma prova de biatlo de 15 quilômetros; Lou Jeanmonnot ficou com a prata.
  • Simon foi banida por seis meses pela Federação Francesa de Esqui, sendo cinco meses em regime suspenso, o que lhe deixou de fora de um evento no início desta temporada, mas permitiu competir no Jogos Olímpicos.
  • Ela ajudou a França a conquistar o ouro no revezamento misto 4×6 quilômetros, na prova que ocorreu neste domingo, cruzando a linha de chegada com o dedo no lábio em homenagem que não explicou.
  • Simon admitiu a culpa em outubro passado, após negar por três anos, alegando ter sido vítima de fraude de identidade; afirmou estar em tratamento psicológico e destacou o foco no esporte.

Julia Simon, atleta francês de biatlo, foi condenada por fraude com cartão de crédito, mas conquistou medalha de ouro olímpica na prova feminina de 15 km individual. A vencedora, que tinha sido acusada de usar os dados de Justine Braisaz-Bouchet, recebeu uma multa de €15 mil e uma pena de três meses, suspensa.

A vítima, Justine Braisaz-Bouchet, terminou em 80º na mesma prova de 15 km. Lou Jeanmonnot, também integrante da equipe francesa, ficou com a medalha de prata na disputa em que Simon competiu pela primeira posição.

O caso envolvendo Simon é anterior aos Jogos. Segundo o processo, ela utilizou dados do cartão de crédito da colega entre 2021 e 2022, além de informações do fisioterapeuta da equipe. A atleta negou as acusações por anos, alegando ter sido vítima de fraude.

Foi somente após uma audiência em Albertville, no ano passado, que Simon reconheceu as irregularidades diante das evidências, incluindo fotos do cartão em seu celular. Na ocasião, afirmou compreender a gravidade do ocorrido, sem detalhar motivações.

Entre os desdobramentos, a Federação Francesa de Esqui impôs uma suspensão com cinco meses em regime suspenso, o que permitiu a participação de Simon nesta edição do campeonato. Ela atuou na prova de revezamento 4×6 km, na qual a equipe francesa conquistou o ouro.

Ao cruzar a linha de chegada, Simon levantou o dedo aos lábios, gesto que não foi explicado pela atleta. Ela ressaltou apenas que o momento foi dedicado a alguém próximo, sem ampliar o assunto.

O episódio gerou repercussões internas no biatlo francês, incluindo críticas públicas e relatos de assédio virtual direcionados à colega envolvida no caso. Em 2023, a imprensa divulgou novos elementos sobre o histórico de confrontos entre atletas da modalidade.

O movimento de reformas éticas no biatlo acompanha mudanças na gestão da modalidade desde a gestão de Anders Besseberg, com investigações sobre corrupção e conduta imprópria em organismos ligados ao esporte. A França intensifica os esforços para assegurar padrões mais rígidos de conduta no esporte.

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