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Clássico de São Paulo completa uma década com torcida única

Torcida única completa dez anos em São Paulo: queda de incidentes nos estádios, mas violência deslocada para ruas e áreas externas

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Torcida do São Paulo lota o MorumBis (Foto: Divulgação/ São Paulo FC)
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  • Desde 16 de abril de 2016, os clássicos em São Paulo funcionam com torcida única, e não há previsão de mudança pelas autoridades estaduais.
  • O regime trouxe menos confrontos dentro dos estádios, mas deslocou a violência para bairros e vias da cidade, com a morte de José Sinval Batista de Carvalho em 2016 sendo símbolo dessa dinâmica.
  • Um estudo do Ministério Público de São Paulo comparou 56 jogos com torcida única (2016–2019) com 56 jogos anteriores: público total aumentou de 1,63 milhão para 2,10 milhões, e a média por jogo subiu de 30.680 para 37.357; houve redução no efetivo policial externo.
  • O Ministério Público diz não haver perspectiva de retorno a clássicos com duas torcidas; a Secretaria de Segurança Pública afirma que as restrições são determinadas pela Federação Paulista de Futebol e seguem orientações legais e operacionais.
  • O regime é visto como mais seguro e organizado, porém menos plural e com menos encontro entre torcidas adversárias, gerando debates sobre sociabilidade e cultura do futebol.

O clássico sem rival: uma década com torcida única em São Paulo completa dez anos desde a implantação, em abril de 2016. A medida foi adotada de forma emergencial após violência associada a jogos e morte de José Sinval Batista de Carvalho, vítima de bala perdida durante um conflito próximo a um estádio. A mudança eliminou o setor visitante nos confrontos paulistas.

A ideia era reduzir confrontos entre torcidas, aumentar a previsibilidade de segurança e afastar o risco direto dentro das arenas. Com o tempo, o modelo transformou a experiência do torcedor e o ritmo dos clássicos, que passaram a ocorrer com presença de apenas uma torcida nos estádios.

Impacto nos números e no cotidiano dos estádios

Em estudo do Ministério Público, compararam-se 56 jogos com duas torcidas (2015-2016) a 56 jogos com torcida única (2016-2019). O público total subiu de 1,63 milhão para 2,10 milhões; a média por jogo passou de 30,6 mil para 37,3 mil.

Também houve redução do efetivo externo, com menos escoltas e policiamento nas cercanias. O objetivo era tornar o entorno mais previsível e seguro, conforme análise do 2º Batalhão de Polícia de Choque.

Opiniões e leituras sobre o tema

Especialistas destacam que o modelo limita confrontos diretos, mas não elimina a violência associada à sociedade. O diálogo público sobre o tema permanece reduzido, segundo pesquisadores que acompanham o assunto. A mudança é vista como equilíbrio entre segurança e identidade do futebol.

Posicionamento institucional

O Ministério Público de São Paulo afirma não haver perspectiva de retorno à torcida visitante, citando o sucesso da atual configuração. A Secretaria de Segurança Pública ressalta que as ações obedecem à orientação da Federação Paulista de Futebol e à Lei Geral do Esporte, com reforço policial nos dias de jogo.

A operação demonstra tensão entre eficiência policial e perda de um aspecto cultural dos clássicos. O estádio, que era palco de encontros entre torcidas, se tornou espaço mais homogêneo, com menos oponentes visíveis no espaço público.

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