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Margem de manobra mais apertada: por que competir no Inverno ficou mais difícil

Clima aquecido e neve artificial elevam riscos e custos, com 85% da neve nas Olimpíadas de Milão-Cortina sendo artificial

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Getty Images An Alpine skier does a jump at the 2026 Milan-Cortina Winter Olympics (Credit: Getty Images)
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  • Em Cortina d’Ampezzo, Dolomites, serão usados cinquenta mil metros cúbicos de neve artificial nas próximas duas semanas, correspondendo a oitenta e cinco por cento do total prevista para os Jogos de 2026, em Milão-Cortina.
  • A neve artificial é adotada para manter condições de competição estáveis, diante de queda de neve natural e mudanças climáticas que afetam as temporadas.
  • Ela é mais dura, irregular e densa que a neve natural, aumentando o risco de lesões e tornando o treinamento mais desafiador para atletas.
  • Cerca de vinte e sete mil metros cúbicos de água serão usados na produção de neve, com energia 100% renovável; a organização afirma que não haverá produtos químicos adicionados.
  • Reguladores e pesquisadores destacam que a dependência da neve artificial pode reduzir locais climaticamente adequados para futuras Olimpíadas, enquanto discutem modelos como rodízio de sedes e ajuste de calendário para manter a viabilidade das provas.

O uso de neve artificial ganha ainda mais espaço nos Jogos de Inverno de Milão-Cortina 2026, em meio a um clima em aquecimento. Na Dolomita italiana, máquinas produzirão 50 mil metros cúbicos de neve artificial nas próximas duas semanas para manter condições ideais de pista.

Cortina d’Ampezzo, a 1816 metros de altitude, receberá essa neve produzida artificialmente em cerca de 85% do total, segundo os organizadores. A meta é assegurar uma superfície de corrida estável, justa e segura ao longo de todas as provas de esqui e snowboard.

Essa dependência crescente da neve sintética, no entanto, aumenta preocupações entre treinadores, atletas e pesquisadores. Eles apontam maior dificuldade de treinamento, maior risco de lesões e custos adicionais para equipes que já enfrentam variações climáticas.

Desafios de segurança e desempenho

A neve fabricada é mais dura, lisa e icier, o que reduz o amortecimento do impacto em quedas e pode elevar o risco de lesões. Estudos divulgados nos últimos anos associam o uso intensivo dessa tecnologia a condições de competitividade menos previsíveis.

Além das questões de segurança, há impactos ambientais. Nessa edição, cerca de 27 mil metros cúbicos de água serão usados para gerar a neve, equivalente a 11 piscinas olímpicas. A esperança é que a energia utilizada seja 100% renovável, sem adição de químicos ao processo.

Opiniões e cenários futuros

Especialistas lembram que a confiabilidade da neve artificial transforma o calendário, aumentando a necessidade de infraestrutura estável. Em algumas avaliações, manter a qualidade das pistas depende de sistemas de produção de neve mesmo em locais com nevascas naturais periódicas.

A discussão também envolve a viabilidade econômica e a disponibilidade de locais para competições futuras. Pesquisadores sugerem cenários como adiantar as datas ou adotar um modelo rotativo de sedes para ampliar a resiliência climática dos Jogos.

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