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Melhor de 5 sets no feminino: Jovic não é contra e Collins pode atacar

Austrália discute 5 sets no feminino; jogadoras divergem entre riscos à saúde, ritmo de jogo e igualdade salarial no Grand Slam

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Iva Jovic (Foto: ASB Classic)
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  • Craig Tiley afirmou que gostaria de ver o formato melhor de cinco sets nas três rodadas finais do Aberto da Austrália de simples feminino, a partir de 2027, após discutir o tema com as jogadoras.
  • Danielle Collins, 32 anos, não gostou da ideia e disse que poderia ter um ataque cardíaco apenas ao pensar em jogar cinco sets.
  • Iva Jovic, 18 anos, aceitou bem a possibilidade e destacou estar em boa forma, dizendo estar aberta à mudança se for a decisão tomada.
  • Marion Bartoli, 41 anos, acredita que as mulheres são capazes de jogar cinco sets, mas alerta que não se pode basear a decisão em uma única partida e que o tema precisa ser resolvido com as jogadoras e a WTA.
  • A reação entre fãs é mista, com alguns apoiando a igualdade de condições e outros preocupados com saúde e qualidade das partidas.

Melbourne (Austrália) – Craig Tiley, diretor do Australian Open, disse que gostaria de ver o formato melhor de cinco sets aplicado nas três últimas rodadas do simple feminino a partir de 2027. A decisão depende de consulta às jogadoras e de uma avaliação das consequências antes de qualquer mudança.

Tiley informou que não há definição imediata e que o tema será discutido com as tenistas envolvidas. A ideia busca ampliar a duração de partidas, alinhando o torneio feminino a possíveis padrões de campeonatos masculinos, segundo o organizador.

Reações iniciais de jogadoras e especialistas

A americana Danielle Collins, 32 anos, não esboçou entusiasmo: “sinto que vou ter um ataque cardíaco só de pensar em jogar melhor de cinco sets”. A ideia foi recebida com ceticismo pela atleta, que esteve ausente do Aberto da Austrália.

Iva Jovic, 18 anos, manifestou aceitação. A jovem chegou às quartas de final no torneio e afirmou, em entrevista ao Tennis Channel, que está aberta à mudança, destacando capacidade de adaptação e foco, mesmo diante de golpes potentes das adversárias.

Marion Bartoli, ex-número 7 e atual comentarista, apoia a possibilidade de as mulheres disputarem partidas de cinco sets, desde que haja cautela na avaliação. Ela ressaltou que uma final excepcional não deve justificar a mudança para todo o circuito, que envolve decisões da WTA.

Reações de fãs divergiram nas redes. Alguns defendem igualdades salariais associadas a mudanças no formato, enquanto outros destacaram impactos na saúde e na qualidade do jogo. A discussão permanece aberta entre torcedores e especialistas.

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