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Natação brasileira fica fora do pódio nos 50m e perde medalhas

Medalhas mundiais nos 50 m indicam chance de pódio brasileiro em LA 2028, caso as provas rápidas integrem o programa olímpico

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Cesar Cielo, Etiene Medeiros, Nicholas Santos, Felipe França e João Gomes Júnior subiram ao pódio mundial nos 50m (Fotos: Satiro Sodré/CBDA, COB)
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  • O COI incluiu as provas rápidas de peito, costas e borboleta no programa de Los Angeles 2028, o que pode valorizar essas disciplinas no cenário olímpico.
  • O Brasil tem tradição nas provas de 50 metros nesses estilos, com medalhas mundiais registradas ao longo das últimas décadas.
  • Um levantamento do Lance!, considerando apenas Mundiais de Esportes Aquáticos, aponta que o Brasil poderia ter aumentado o número de pódios nessas provas, já que soma 14 medalhas nessas distâncias.
  • Entre os atletas citados, aparecem: César Cielo e Felipe França com ouro em 50 m borboleta e 50 m peito, Etiene Medeiros com prata em 50 m costas e Nicholas Santos com prata em 50 m borboleta, além de João Gomes Júnior com bronze em 50 m peito.
  • A análise passa a considerar fases de ciclos olímpicos passados, sugerindo que, com o novo formato do programa, o Brasil teria chances de pódio em edições como Rio 2016 e Tóquio 2020, conforme o histórico de resultados.

Como seria se as provas rápidas de natação dominassem de vez as Olimpíadas? O questionamento acompanha a inclusão oficial das provas de 50 m em peito, costas e borboleta no programa de Los Angeles 2028. A notícia repercute especialmente no Brasil, com histórico de sucesso nessas distâncias.

O Lance! realizou um levantamento hipotético para estimar medalhas “perdidas” pelo Brasil nos Mundiais de Esportes Aquáticos. O cálculo considera apenas as provas de 50 m nos estilos, não incluindo os 50 m livre, que já integrou o programa olímpico, por não haver mudança de status.

Medalhas históricas brasileiras nos 50 m estilos

A análise parte das 14 medalhas mundiais já conquistadas em 50 m de estilos pelo país. Entre elas, há quatro ouros, cinco pratas e cinco bronzes registrados em diferentes edições, com destaque para nomes como César Cielo, Felipe França, Etiene Medeiros, Nicholas Santos e João Gomes Júnior.

César Cielo aparece como recordista em ouros, com vitórias nos 50 m borboleta em Shanghai 2011 e Barcelona 2013. Felipe França soma ouro no peito em 2011 e prata em 2009. Etiene Medeiros está entre as referências do Brasil nos 50 m costas, com prata em Budapeste 2017 e prata em Gwangju 2019.

Projeção para os Jogos Olímpicos

Segundo o levantamento, o desempenho histórico sugere boa probabilidade de pódio para o Brasil em edições olímpicas futuras, caso o país se mantenha competitivo nas provas de 50 m. A participação de veteranos como Nicholas Santos é destacada pela consistência em mundiais.

Nicholas Santos, com prata nos 50 m borboleta em Kazan 2015 e Budapeste 2022, é apontado como forte candidato a pódio em duas Olimpíadas, caso as disputas de velocidade recebam maior valorização entre as potências. João Gomes Júnior também figura como potencial favorito em 50 m peito.

Contexto brasileiro e perspectiva de LA 2028

O Brasil tem tradição consolidada na velocidade, o que sustenta a aposta de manter presença relevante em Los Angeles 2028. A volta de Etiene Medeiros às piscinas, anunciada em outro momento, é citada como impulso para a renovação do grupo de elite brasileiro nas provas de velocidade.

O levantamento ressalta ainda que o cenário competitivo internacional tende a se intensificar com a inclusão das provas nos Jogos, elevando a exigência para as equipes nacionais. A disputa passa a depender de planejamento, treinamento e gestão de atletas em alto nível.

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