- O Comitê Olímpico Internacional (COI) expressou preocupação com o bem-estar de atletas iranianos diante dos protestos no Irã e disse manter contato com a comunidade olímpica do país.
- As manifestações, iniciadas no mês passado no Grande Bazar de Teerã, se alastraram, com críticas ao clericalismo e pedidos para que os dirigentes revalidem o poder.
- As autoridades cortaram o acesso à internet e dissiparam os protestos com uso de força, resultando em milhares de prisões e milhares de mortes, segundo grupos de direitos humanos; o governo iraniano atribui os episódios a terroristas armados ligados a Israel e aos Estados Unidos.
- O grupo de direitos humanos HRANA aponta 6.373 mortes e 42.486 prisões até o momento.
- A Federação Internacional de Luta (United World Wrestling, UWW) informou que recebeu várias mensagens sobre a situação de lutadores iranianos e reforçou seu compromisso com a proteção de atletas e com valores esportivos.
O Comitê Olímpico Internacional (COI) expressou nesta quinta-feira preocupação com o bem-estar de atletas iranianos diante da escalada de desordem no Irã e disse manter contato com a comunidade olímpica do país. A declaração foi apoiada pela Associação de Federações Olímpicas de Verão e pelas Federações Olímpicas de Inverno.
Relatos de fontes apontam que forças de segurança iranianas detiveram milhares em uma campanha de prisões em massa para dissuadir novos protestos após um período de manifestações, considerado o mais grave desde a Revolução Islâmica de 1979. O governo acusa insurgentes vinculados a Israel e aos Estados Unidos pela violência.
Números de organizações de direitos humanos indicam que milhares morreram e dezenas de milhares foram presos durante o atual ciclo de protestos. A contagem mais recente da HRANA aponta cerca de 6.373 mortes e 42.486 prisões.
Situação de atletas e respostas oficiais
A IOC informou que acompanha de perto a situação dos atletas iranianos afetados pelos acontecimentos no país, destacando que atua comummente com outras partes interessadas em esporte para apoiar, quando possível, por meio de diplomacia esportiva discreta.
A União Mundial de Luta (UWW) confirmou ter recebido várias comunicações sobre a situação de atletas iranianos, sem detalhar nomes. A entidade reiterou o compromisso com a proteção de atletas e com o respeito aos valores fundamentais do esporte.
Eventos e impactos locais
Entre as informações disponíveis, foi citado o caso de um jovem lutador iraniano, Shahab Fallahpour, segundo a Iran International, morto pela repressão durante protestos na cidade de Andimeshk, no sudoeste do país. As autoridades iranianas ainda restringiram o acesso à internet para tentar conter os protestos.
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