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Um em cada cinco estudantes usa IA por solidão, aponta pesquisa

Pesquisa da Arco Educação aponta que 1 em cada 5 estudantes recorre à IA por solidão; programas socioemocionais reduzem isolamento e fortalecem vínculos na escola

Inteligência artificial
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  • Pesquisa da Arco Educação com 936 estudantes do 6º ano ao 3º ano do ensino médio aponta que 1 em cada 5 recorre à inteligência artificial quando se sente sozinho.
  • Mais da metade tem alguma ou muita dificuldade para fazer novos amigos (52%), e 17% relatam solidão frequente; 28,7% enfrentam dificuldade para ampliar círculos de amizade.
  • Meninas apresentam maiores dificuldades de socialização e maior uso de IA (23,8% versus 12,3% dos meninos); 4,9% não declararam gênero.
  • Ainda, 32% dizem que as pessoas raramente demonstram interesse pelo que têm a dizer; 65% relatam ser tratados com respeito pela maioria das pessoas.
  • Programas estruturados de educação socioemocional nas escolas estão associados à menor sensação de não pertencimento (redução de 5,3 pontos percentuais) e de solidão frequente (queda de 2,8 pontos percentuais); o estudo tem confiança de 95% e margem de erro de 3,2 pontos percentuais.

A Arco Educação divulgou um estudo sobre a saúde social de estudantes brasileiros. O levantamento conta com 936 alunos do 6º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio, em escolas parceiras, em cinco regiões.

Entre os achados, mais de metade relata dificuldades para fazer novos amigos (52%), e 17% dizem sentir solidão com frequência. A relação entre tecnologia e socialização também aparece como fator relevante.

A pesquisa aponta ainda que 28,7% enfrentam constantemente dificuldades para ampliar círculos de amizade, um índice acima de referências globais. As meninas apresentam maiores dificuldades e sensação de distanciamento social.

Diferenças por gênero e opções de apoio

Entre os entrevistados, 23,8% das meninas recorrem à IA por solidão, ante 12,3% dos meninos. Um subgrupo não binário, de 4,9% da amostra, mostra frequência de solidão elevada e menor sensação de apoio.

A solidão não depende apenas da ausência de amigos, apontam os responsáveis pelo estudo. Pertencimento e vínculos significativos são considerados determinantes para o desenvolvimento emocional dos jovens.

Escolaridade e mudanças de ciclo

A passagem para o Ensino Médio eleva a solidão frequente, de 16% nos últimos anos do Fundamental para 25,7% no Médio. A mudança de ciclo e a pressão acadêmica aparecem como fatores relevantes.

Ainda segundo o levantamento, 32% dos alunos sentem que não são ouvidos com regularidade. A ausência de validação emocional é destacada como desafio entre pares e adultos.

A maioria dos estudantes, 65%, afirma ser tratado com respeito e gentileza pela maior parte do tempo. Esse ambiente de convivência é apontado como fator de proteção contra o isolamento.

Impacto de programas socioemocionais

Escolas com programas estruturados de educação socioemocional apresentam menor sentimento de não pertencimento e menos solidão frequente. A pesquisa cita ganhos de pertencimento e redução de isolamento nessas instituições.

Os responsáveis defendem que o desenvolvimento socioemocional precisa ganhar prioridade nas escolas. Espaços de diálogo e escuta podem reduzir o isolamento entre adolescentes, mesmo em tempos de alta presença da tecnologia.

A pesquisa utiliza questionário adaptado da Escala de Solidão da UCLA, com nível de confiança de 95% e margem de erro de 3,2 pontos percentuais.

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