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Professor de Chicago é suspenso após tarefa mencionar palestinos

Professora titular do SAIC é suspensa e investigada após estudo que citou Palestina, em meio a acusações de antissemitismo e clima hostil na instituição

Savneet Talwar.
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  • A professora titular Savneet Talwar, da Escola de Artes de Chicago (SAIC), foi suspensa e está sob investigação após uma queixa de aluna sobre um estudo de caso que mencionava violência contra palestinos.
  • A tarefa, ministrada em abril a uma turma sobre dimensões culturais da terapia, pedia um plano de tratamento ético para uma mulher muçulmana LGBTQI+ vivendo nos EUA e mencionava protestos a favor da Palestina.
  • O estudo teve foco em diversos aspectos da cliente, como histórico familiar e relações, e não continha mais referências explícitas a Palestina ou Israel; a disciplina já enfrentava queixas anteriores de antisemitismo envolvendo a mesma aluna.
  • A suspensão ocorreu após chamada de uma diretora para saber se havia algo com Palestina no conteúdo; a aula seguinte foi cancelada, o estudo foi removido e Talwar foi colocada em licença remunerada, com orientação de não falar sobre o caso.
  • Talwar contestou a suspensão e afirmou que foi motivada apenas pela menção da palavra Palestina; a instituição não comentou casos de pessoal, enquanto a defesa da professora planeja uma queixa formal por discriminação.

A School of the Art Institute of Chicago (SAIC) suspendeu uma professora tenured na área de art therapy após uma aluna apresentar uma queixa sobre um estudo de caso que mencionou violência contra palestinos. Savneet Talwar foi afastada de lecionar e pôs‑se em investigação, segundo relatos que chegaram ao Guardian.

O caso envolve um estudo aplicado em abril a uma turma sobre dimensões culturais da terapia. A tarefa pedia a formulação de um plano de tratamento ético para uma mulher muçulmana e queer que vive nos EUA, com menção a protestos em apoio à Palestina. O texto descrevia impactos pessoais e críticas à resposta do governo do país de origem.

Apesar de o estudo enfatizar questões familiares, relações e status de imigrante, não trazia novas referências a Palestina ou Israel. Ainda assim, a história ocorre dentro de um contexto de denúncias anteriores na mesma disciplina sobre antisemitismo envolvendo a estudante, levando a treinamentos de antidiscriminação.

A universidade também enfrentou ação civil no fim de 2023, movida por uma estudante israelense na mesma programa, com relação a alegações de antisemitismo envolvendo uma tarefa para analisar imagens de violência em conflitos no Oriente Médio.

Após a aluna receber o estudo, Talwar recebeu um telefonema de uma decana questionando se havia incluído qualquer conteúdo sobre Palestina. Em seguida, houve uma reunião emergencial com o reitor, e a turma do dia seguinte foi cancelada. No dia 17 de abril, a SAIC formalizou o afastamento remunerado de Talwar, proibindo-a de falar sobre o caso com alunos e colegas.

O estudo foi removido da plataforma de ensino online. Em uma carta, a instituição alertou que atribuir o estudo poderia configurar discriminação, assédio ou retaliação. Segundo o documento, a aluna também participa de outros inquéritos envolvendo alegações de conduta anti-Israel, antissemitismo e apoio à Palestina.

Talwar recebeu o apoio de advogada e contestou as acusações, afirmando que o afastamento seria motivado pela mera menção de Palestina. A SAIC não comentou questões de pessoal, mas reiterou compromisso com ambientes de aprendizado onde ideias são livremente discutidas.

A estudante em questão também é alvo de investigações separadas, que teriam antecedentes anteriores ao estudo, conforme descrito em comunicados oficiais. A defensora da professora, Rima Kapitan, apresentou carta acusando a instituição de falta de uma teoria clara de discriminação e destacou o esforço de Talwar para acomodar a aluna.

Talwar afirmou à reportagem que o caso evidencia pressão política na educação superior. A professora ressalta que não houve tono de antisemitismo em sua tarefa e planeja apresentar queixa formal por discriminação no emprego contra a escola. O Guardian não conseguiu contatar a aluna que apresentou a queixa.

A SAIC não forneceu comentários adicionais sobre o assunto em andamento. A instituição, segundo a comunicação, permanece dedicada a ambientes onde ideias são discutidas com respeito e onde alunos e docentes são valorizados.

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