- O Conselho Nacional de Educação aprovou um parecer com diretrizes para a implementação da inteligência artificial na educação básica e no ensino superior brasileiro.
- O documento estabelece níveis de risco, orienta a adoção da tecnologia nas instituições de ensino e reforça o papel do professor como mediador pedagógico, sem substituir a presença em sala de aula.
- Entre os impactos, aponta potencial para planejamento, personalização do aprendizado e monitoramento do desempenho, desde que o uso seja estratégico.
- Dados internacionais e nacionais indicam maior adoção de IA; no Brasil, 2024 mostrou 54% de brasileiros usando IA generativa para tarefas e produtividade, com experiências como a plataforma e-Rio e o projeto ProfessorIA.
- Os próximos passos incluem políticas públicas voltadas à formação docente e condições para uso ético e responsável da IA nas escolas.
O Conselho Nacional da Educação (CNE) aprovou nesta segunda-feira um parecer com diretrizes para a adoção de IA na educação básica e superior no Brasil. O documento estabelece níveis de risco, orienta a implementação e reforça o papel do professor como mediador, deixando claro que a IA não substitui a presença humana em sala.
Especialistas destacam que a IA pode potencializar planejamento, personalização do aprendizado e monitoramento de desempenho. Contudo, apontam que o uso deve ser estratégico para evitar ganhos apenas de curto prazo, defendendo regulamentação para orientar a integração correta da tecnologia.
Segundo estudo global, o Brasil liderou o uso de IA em tarefas e produtividade em 2024, com 54% dos brasileiros relatando uso de IA generativa, acima da média mundial. No Rio de Janeiro, a plataforma e-Rio oferece a ferramenta ProfessorIA, com mais de 134 mil interações e suporte a EJA e educação inclusiva.
No manejo cotidiano, escolas utilizam IA para otimizar rotinas e preparar alunos para o Enem. Em Castelnuovo (RJ), o projeto Giroteca Ativa simula cenários de aprendizagem com IA, ajudando no planejamento e nas propostas pedagógicas. Professores destacam ganho na antecipação de dúvidas.
Em Niterói, o Colégio Machado de Assis utiliza IA para criar simulados e ajustar dificuldades, personalizando textos e atividades. Gestores e docentes relatam facilidades no planejamento de aulas e na adaptação de conteúdos para alunos com necessidades diferentes.
Próximos passos
A aprovação do parecer aponta a necessidade de políticas públicas voltadas à formação docente para o uso ético da IA. Especialistas defendem condições estruturais que assegurem qualidade do ensino mantido pelo professor, com mediação pedagógica adequada. A ideia é ampliar formação e infraestrutura para o uso responsável da tecnologia.
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