- Sindicato NASUWT revela em pesquisa que quase um quarto das professoras já sofreu misoginia de estudantes no último ano, o maior índice dos quatro anos de levantamento.
- Percentual de misoginia subiu de 17,4% em 2023 para 23,4% neste ano, indicando tendência crescente.
- Casos citados incluem insultos sendo chamados de termos pejorativos, imagens nuas criadas por IA e boys falando sobre estupro.
- O secretário-geral Matt Wrack alertou para uma “crise de masculinidade” nas escolas e pediu mais apoio e formação para lidar com o machismo no ambiente escolar.
- Congresso de outras entidades de professores também discutiu o tema, destacando conteúdo online extremo e a necessidade de sanções a empresas de tecnologia que disseminam misoginia.
O movimento docente aponta uma crise de masculinidade nas escolas do Reino Unido, com o aumento de ataques misóginos contra professoras. A pesquisa, realizada pela NASUWT, ouviu 5 mil docentes e mostra crescimento dos relatos nos últimos anos.
Segundo o levantamento, 23,4% das mulheres que atuam no magistério foram alvo de misoginia por parte de alunos no último ano, ante 22,2% em 2025. As vítimas relataram humilhações, insultos e violência verbal.
A NASUWT atribui esse cenário a influências da “manosphere” e solicita mais apoio e treinamento para lidar com esse tipo de comportamento. A categoria representa maioria feminina no ensino, destacando a necessidade de proteção e capacitação.
Medidas e respostas das entidades
O secretário-geral da NASUWT enfatizou a urgência de formação obrigatória para identificar e desescalar agressões baseadas em gênero. A NEU também salientou o impacto de conteúdos online nocivos no comportamento dos alunos.
A peça também enfatiza a necessidade de apoio de gestão escolar e dos pais. Autoridades educacionais afirmam que misogenia é aprendida e que há ações para reconhecer ideologias de incel e intervir.
Especialistas e organizações ligadas à igualdade pedem sanções mais fortes contra plataformas que propagam conteúdo misógino. A defesa de políticas públicas aponta para recursos estáveis e programas de educação para relações saudáveis.
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