- O governo ampliará a Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP) de 384 cursinhos apoiados no ano passado para 1,2 mil neste ano, com investimento de 74,4 milhões de reais em 2025 para 290 milhões de reais em 2026.
- Foi anunciada a criação da Escola Nacional de Hip-Hop (H2E), com investimento de 50 milhões de reais nos anos de 2026 e 2027, para integrar a cultura hip-hop ao ambiente escolar; o ministro Camilo Santana destacou inovação curricular e a Lei 10.639.
- O evento Universidade com a Cara do Povo Brasileiro, no Anhembi, contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Educação; cerca de 15 mil pessoas participaram.
- Lula anunciou que até o fim deste ano o governo pretende elevar o número de Institutos Federais de Educação de 140 para 800.
- O Prouni bateu recorde em 2026, com 594,5 mil bolsas no primeiro semestre; desde 2005, o programa criou 2,3 milhões de bolsas, com 65% dos bolsistas autodeclarados pretos, pardos ou indígenas.
O governo federal anunciou nesta terça-feira a expansão da Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP), que oferece suporte técnico e financeiro a iniciativas que preparam estudantes de baixa renda para o Enem. A ampliação, anunciada no evento Universidade com a Cara do Povo Brasileiro, ocorreu no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo.
Segundo o ministro da Educação, Camilo Santana, o número de cursinhos apoiados deve subir de 384 para 1,2 mil neste ano. O orçamento do programa também aumentará, passando de R$ 74,4 milhões em 2025 para R$ 290 milhões em 2026.
Escola Nacional de Hip Hop
O governo também criou a Escola Nacional de Hip-Hop (H2E), iniciativa do Ministério da Educação para integrar a cultura hip-hop ao ambiente escolar. Serão investidos R$ 50 milhões nos anos de 2026 e 2027. A portaria que institui o programa foi assinada durante o evento pelo presidente Lula e pelo ministro da Educação.
A implementação da H2E é apresentada como inovação curricular, associada ao engajamento juvenil e ao fortalecimento de políticas educacionais já existentes, como a Lei 10.639, que torna obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana.
Institutos Federais e políticas de acesso
O presidente destacou a necessidade de ampliar investimentos em educação para acelerar o desenvolvimento. A meta é ampliar de 140 para 800 o número de Institutos Federais de Educação até o fim deste ano. A afirmação reforça a relação entre educação pública de qualidade e oportunidades no mercado de trabalho.
Lula reiterou que políticas como o Prouni e a Lei de Cotas são instrumentos centrais para ampliar o acesso à educação superior. O discurso ressaltou a importância do diploma para a independência financeira das mulheres, mantendo o tom institucional e sem pressões partidárias.
O ato contou com a presença da ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ex-ministro Fernando Haddad, além de representantes de movimentos sociais. Ao todo, organizadores estimaram a participação de cerca de 15 mil pessoas, entre cotistas, estudantes de cursinhos e jovens.
Prouni e balanço de ações
Dados do Ministério da Educação indicam que, em 2026, o Prouni atingiu recorde de 594,5 mil bolsas em universidades privadas no primeiro semestre, com maior participação de pretos, pardos ou indígenas entre os beneficiários. Nos últimos quatro anos, o programa gerou aproximadamente 2,3 milhões de bolsas.
O Prouni acumula 21 anos de atuação, com 27,1 milhões de inscrições, 7,7 milhões de bolsas ofertadas e 3,6 milhões de vagas ocupadas, além de 1,5 milhão de formandos até 2025. O programa segue como um dos pilares da política de acesso à educação superior no país.
Lei de Cotas e inclusão
A Lei de Cotas, implementada em 2012, teria permitido a matrícula de cerca de 2 milhões de cotistas em instituições públicas e privadas ao longo de 14 anos. Em 2023, a inclusão de estudantes quilombolas foi assegurada pela Nova Lei de Cotas, com continuidade de impacto entre 2024 e 2026, quando 95 mil cotistas ingressaram no ensino superior.
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