- As escolas indígenas passaram de 10,1% para 48,3% com conectividade adequada; as quilombolas, de 34,1% para 72,5%; e as do campo, de 38,4% para 71,3%.
- Entre 2023 e 2026, o número de escolas conectadas em nível adequado na rede pública subiu de 62,8 mil para 99 mil, aumento de 57,6%.
- Foram investidos 4,3 bilhões de reais em ações de educação digital, infraestrutura e campanhas de conscientização.
- A Estratégia Nacional de Escolas Conectadas prevê um total de 8,8 bilhões de reais em aportes, sendo 6,5 bilhões do Novo Programa de Aceleração do Crescimento; 2,6 bilhões já foram executados.
- O objetivo é usar a conectividade de forma pedagógica e inclusiva, com ações integradas de infraestrutura, currículo e formação, incluindo educação digital obrigatória e projetos de capacitação.
Ao longo dos últimos quatro anos, a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec) tem ampliado o acesso à internet de qualidade e o uso pedagógico da tecnologia na rede pública. O foco tem sido em territórios historicamente desiguais, como escolas indígenas, quilombolas e do campo.
Dados apresentados pelo MEC apontam ganhos expressivos. Em escolas indígenas, o percentual de unidades com conectividade adequada passou de 10,1% para 48,3%. Nas quilombolas, houve evolução de 34,1% para 72,5%. Já nas escolas do campo, o índice subiu de 38,4% para 71,3%.
Esses resultados refletem a atuação integrada da Enec, que utiliza investimentos em infraestrutura, apoio técnico, recursos educacionais digitais e ações de educação digital e midiática. A estratégia coordena políticas públicas de conectividade com foco pedagógico.
A experiência de alunos locais ilustra o impacto. Em Manaus, na zona rural, a aluna do 6º ano relatou que a internet facilita a pesquisa e permite usos de jogos educativos, ampliando as formas de estudar. A família também percebeu maior motivação e participação escolar.
Na prática, o avanço da conectividade não se resumiu a ligar redes. O objetivo é promover uso pedagógico seguro e qualificado, com integração entre infraestrutura, currículo e formação de docentes. O MEC enfatiza a importância da educação digital como direito.
Iniciativas e investimentos
Entre 2023 e 2026, o número de escolas conectadas em nível adequado na rede pública saltou de 62,8 mil para 99 mil, um aumento de 57,6%. Foram investidos 4,3 bilhões de reais em ações de educação digital, infraestrutura e campanhas de conscientização.
A Enec prevê recursos totais de 8,8 bilhões de reais, com 6,5 bilhões provenientes do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). Desse total, 2,6 bilhões já foram executados, conforme informações do MEC e da SEB.
As ações incluem a educação digital obrigatória na educação básica e campanhas sobre a nova legislação de uso de celulares para fins pedagógicos. Também foram criadas formações regionais, com 82 cursos sobre educação digital e midiática, que já certificados mais de 471 mil pessoas.
Outras iniciativas incluem o mapeamento de saberes digitais de mais de 180 mil professores e a previsão de livros de educação digital para diferentes etapas do ensino até 2028. A estratégia envolve ainda aquisição facilitada de dispositivos com registro de preços.
Os resultados da Enec indicam avanços significativos na conectividade de escolas indígenas, quilombolas e do campo, bem como na expansão do acesso à internet de qualidade para toda a rede pública. As ações continuam com foco na prática educativa e na cidadania digital.
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