- Mars College é uma “faculdade” deserta, sem mensalidade, sem diplomas e sem utilidades, localizada perto de Bombay Beach, Califórnia, a cerca de duzentas milhas de Los Angeles, funcionando apenas de janeiro a abril com estruturas temporárias; a energia vem principalmente de painéis solares.
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- As aulas são ministradas por qualquer um que tenha algo a ensinar, variando de oficina de escrita a teoria matemática de formas, instalação de painéis solares e arte criada com IA; os alunos vivem em trailers e barracas, pagando algumas centenas de dólares por serviços comunitários como wifi e banheiros.
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- Os cofundadores são Gene Kogan e Freeman, com raízes em Burning Man; a ideia surgiu em 2019 a partir de um projeto de moradia e aprendizaje no deserto; o processo de admissão é autodeclaratório e considerado bastante seletivo pela dificuldade de viver no deserto por três meses.
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- O campus abriga cerca de sessenta estudantes, com idades entre vinte e cinco e sessenta anos, de várias origens (Brasil, Índia, China, Europa e EUA); não há currículo tradicional nem avaliação; as condições são duras, com ventos que levantam poeira e clima extremamente quente no período.
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- A influência de IA é grande no campus, com um “AI Camp” e atividades de codificação de vibe e arte criativa; há debates sobre impactos ambientais de centros de dados na região e sobre como integrar IA aos projetos da escola; no fim de cada ano, as estruturas são desmontadas e tudo volta ao deserto.
Mars College, uma escola sem mensalidade no deserto da Califórnia, oferece uma experiência educativa distinta, sem notas, sem formatura e sem utilidades públicas. Localizada a cerca de 200 milhas de Los Angeles, perto de Bombay Beach, funciona apenas por três meses.
A iniciativa foi idealizada por Gene Kogan, programador e artista, e apoiada por Freeman, que trouxe os recursos de construção de Burning Man. Em 2019 eles lançaram o projeto como alternativa ao ensino superior tradicional, com foco em artes, tecnologia e vida off-grid.
A estrutura funciona com painéis solares, água transportada e banheiros portáteis. Durante o “semestre” de janeiro a abril, dezenas de estudantes vivem em trailers e barracas, pagando serviços compartilhados, como wifi e refeições, sem matrícula ou diplomas.
Como funciona a experiência
Ao lado de oficinas de escrita, a Mars College oferece cursos sobre teoria de formas, instalação de painéis solares e arte gerada por IA. As aulas são ministradas por quem tem conteúdo a compartilhar, em imóveis de madeira e metal erguidos temporariamente.
A característica mais marcante é a flexibilidade: não há professores formais nem autoridades acadêmicas. A programação é montada anualmente pela equipe, com definição de atividades antes do início das atividades e desmontagem ao fim do semestre.
A comunidade reúne cerca de 60 estudantes de várias idades e origens. Entre os(as) participantes estão pessoas com diplomas avançados, além de quem não completou o ensino médio. O processo de admissão é autodeciso e exige adaptação ao ambiente extremo.
Contexto e motivações
Fundadores argumentam que Mars não substitui uma universidade tradicional, mas representa uma alternativa econômica diante do aumento das mensalidades. A proposta enfatiza aprendizado prático, colaboração e uso de ferramentas modernas, como IA, para projetos criativos.
Entre as atividades, há um foco em IA aplicada, com laboratórios de código criativo e uso de assistentes digitais para organização. A relação entre IA e meio ambiente é discutida, sem abrir mão de experimentação tecnológica.
A comunidade nasceu após o início de uma colaboração entre Freeman, que já participou de projetos de tecnologia, e Kogan, que dirige workshops de aprendizado de máquina. A ideia ganhou adesão de pessoas com perfis diversos.
Desafios e perspectivas
A infraestrutura envolve riscos climáticos: ventos fortes, tempestades de areia e temperaturas elevadas. A gestão da água, o descarte de resíduos e a necessidade de energia constante são temas recorrentes entre os moradores temporários.
Ao fim de cada ciclo, as salas, construídas rapidamente, são desmontadas, e os alunos retornam a estilos de vida mais convencionais. No entanto, a experiência permanece como referência para debate sobre o futuro da educação.
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