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Falta de especialistas compromete apoio a crianças com necessidades especiais

Turmas grandes e falta de pessoal dificultam apoio a alunos com necessidades especiais, segundo pesquisa com 10 mil docentes na Inglaterra

Seven out of 10 teachers who responded to the NEU survey said lack of access to specialist services for Send pupils was a problem.
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  • Uma pesquisa da National Education Union com dez mil professores mostra que noventa por cento acham as turmas grandes demais para uma inclusão adequada de alunos com necessidades especiais e deficiência (Send).
  • Oito a três por cento dizem que a falta de funcionários de apoio em sala de aula impede a inclusão, e sete em cada dez apontam a ausência de acesso a serviços especializados como problema.
  • Um docente citou um aluno em situação de espera por seis meses para atendimento de um especialista, perguntando como isso é possível.
  • Apenas vinte e dois por cento estão confiantes de que encaminhar um aluno para avaliação ou suporte Send resultará em ajuda, enquanto noventa por cento veem o currículo inadequado como barreira.
  • O governo divulgou um white paper com reformas para ampliar a inclusão nas escolas públicas, com financiamento adicional esperado, mas a NEU afirma que recursos atuais são insuficientes para atender a demanda.

A pesquisa da National Education Union (NEU) aponta que a falta de pessoal especializado e turmas acima do ideal dificultam o atendimento a crianças com necessidades educacionais especiais e deficiências (Send) nas escolas públicas da Inglaterra. 89% dos 10 mil docentes que participaram afirmam que o tamanho das turmas impede a inclusão adequada. O levantamento ocorreu antes da conferência anual da NEU, em Brighton.

Os dados revelam que 83% dos entrevistados dizem que a quantidade insuficiente de profissionais de apoio nas salas de aula dificulta a inclusão. Outros 69% citam a falta de acesso a serviços especializados como entrave relevante ao Send. Além disso, 22% se declaram confiantes de que encaminhamentos para avaliação ou apoio de Send resultem na ajuda necessária.

Um exemplo citado na apuração descreve uma aluna com necessidade de acompanhamento, que está na fila de espera por um serviço há seis meses, levantando questões sobre a viabilidade de atendimento imediato. A pesquisada também aponta barreiras curriculares, com 88% afirmando que um currículo inadequado dificulta o suporte aos alunos.

Contexto e resposta do governo

Pouco tempo após a divulgação da pesquisa, o governo publicou uma white paper que pretende ampliar a inclusão em escolas comuns e reestruturar o sistema de Send. A meta é estender o apoio a cerca de 1,3 milhão de crianças em escolas públicas que hoje não possuem planos EHCP abrangentes.

Segundo o Department for Education (DfE), o governo comprometeu recursos significativos para a implementação das mudanças. Serão aprovados 1,6 bilhão de libras ao longo de três anos para aprimorar a inclusão, mais 1,8 bilhão para contratar especialistas ligados às redes escolares e 200 milhões para treinamento de docentes.

A NEU, representada pelo seu secretário-geral Daniel Kebede, sustenta que as escolas comuns não dispõem de recursos ou de pessoal suficientes para atender ao crescimento da demanda. Kebede afirma que o investimento atual, dentro das propostas, será insuficiente e que as escolas precisarão de mais apoio financeiro para cumprir as metas de inclusão.

O governo diz que as mudanças são de alcance histórico e visam colocar a inclusão no centro da educação. O plano envolve avaliação de alunos com necessidades especiais, elaboração de planos de apoio individualizados e aumento da carga de trabalho durante a transição, com efeito previsto para 2029-30.

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