Em Alta NotíciasFutebolBrasileconomiaEsportes

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

UNESCO aponta 273 milhões de crianças fora da escola no mundo

Unesco registra 273 milhões de crianças e jovens fora da escola em 2024, persistindo evasão e desigualdades educacionais em nível mundial

População fora da escola aumentou pelo sétimo ano consecutivo, mostra pesquisa
0:00
Carregando...
0:00
  • A Unesco divulgou o Relatório GEM 2026, apontando 273 milhões de crianças, adolescentes e jovens fora da escola em 2024, o que representa 1 em cada seis pessoas nessa faixa etária e um aumento de 3% desde 2015.
  • Apenas dois terços dos jovens concluem o ensino secundário.
  • A contagem de jovens excluídos pode ser subestimada em pelo menos 13 milhões em áreas com conflitos, conforme dados suplementares de fontes humanitárias.
  • Em 2024, havia 1,4 bilhão de estudantes matriculados, com aumento de 327 milhões no ensino primário/secundário desde 2000; houve crescimento de 45% na pré-escola e 161% no ensino superior.
  • O relatório aponta desaceleração na permanência escolar em quase todas as regiões desde 2015, com destaque para África Subsaariana, além de avanços em países como Madagascar, Togo, Marrocos, Vietnã, Geórgia, Turquia e Costa do Marfim.

A Unesco divulgou o Relatório GEM 2026 sobre a educação mundial, nesta quarta-feira. A pesquisa aponta que 273 milhões de crianças, adolescentes e jovens estavam fora da escola em 2024, aumento de 3% desde 2015. A cifra representa uma a cada seis pessoas nessa faixa etária.

Segundo o relatório, o crescimento ocorre pelo sétimo ano consecutivo, após uma queda entre 2000 e 2015. A instituição ressalta que a população jovem excluída está subestimada em ao menos 13 milhões quando se consideram dados de áreas com conflitos.

O documento integra a série Contagem Regressiva para 2030, com o objetivo de monitorar avanços no acesso, equidade, qualidade e relevância da educação. A primeira parte foca no progresso de 2026, com previsões para 2027 e 2028-2029.

Em 2024, houve 1,4 bilhão de matrículas em ensino primário e secundário, com ganho de 327 milhões desde 2000. O GEM também registra avanço de 45% na pré-escola e de 161% no ensino superior, refletindo maior acesso educacional global.

Exemplos de avanços: Etiópia elevou a matrícula primária de 18% em 1974 para 84% em 2024; China ampliou o ensino superior de 7% em 1999 para mais de 60% em 2024. Esses dados ilustram variações significativas entre países.

No front da pré-primária, o relatório indica que 75% das crianças de 5 anos teriam acesso à educação segundo a média global, mas apenas 60% dos alunos do ensino fundamental tiveram pelo menos um ano de educação infantil. O indicador aponta possíveis distorções sobre a inclusão infantil.

Permanência na escola apresenta desaceleração em quase todas as regiões desde 2015, com impacto acentuado na África Subsaariana pela população crescente e por crises, incluindo conflitos. O Oriente Médio também registra risco elevado de atraso educacional após conflitos regionais.

Apesar disso, há exemplos positivos: Madagascar, Togo, Marrocos, Vietnã, Geórgia e Turquia apresentaram reduções relevantes na evasão escolar, e Costa do Marfim avançou pela metade nas três faixas etárias. As informações apontam variações nacionais importantes.

Ao concluir o ensino, houve avanços: a taxa de conclusão primária subiu de 77% para 88%, o fundamental subiu de 60% para 78% e o ensino médio de 37% para 61%. No entanto, o ritmo de expansão é desigual entre países e regiões.

Sobre repetência, o GEM aponta queda desde 2000, mas ressalva que muitas crianças ingressam tarde ou repetem séries em paises de renda baixa e média. A diferença entre concluir no tempo certo e no final é de até nove pontos percentuais em algumas nações.

No âmbito da universalização, o ODS 4 da ONU estabelece metas até 2030 para educação primária e secundária gratuitas e de qualidade. Desde 2022, 80% dos países já reportaram metas relacionadas a pelo menos alguns indicadores do ODS 4.

Na educação inclusiva, houve aumento de leis que asseguram ensino inclusivo desde 2000, com 24% dos países hoje adotando esse marco. A definição legal de educação inclusiva subiu para 84% em 2025, com avanços também na inclusão de deficiência.

Quanto ao financiamento, mais nações passaram a usar mecanismos que promovem apoio a populações desfavorecidas no ensino básico e médio. Programas de merenda escolar cresceram e contribuem para a expansão da educação básica.

Para orientar políticas públicas, a Unesco incentiva metas nacionais mais integradas aos planejamentos e orçamentos, com uso eficiente de dados e monitoramento contínuo. Intercâmbios entre países devem ser analisados com senso crítico para aplicação local.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais