- Pais de crianças com necessidades especiais no inglês sentiram-se afastados das escolas quando não têm plano legal de proteção (EHCP), segundo a maior pesquisa desse tipo.
- Apenas 38% de pais de SEND sem EHCP disseram que os professores das escolas comuns tinham ferramentas para lidar com necessidades especiais.
- O estudo mostrou que 57% dos pais de crianças com SEND sem EHCP avaliaram a qualidade da educação na escola como alta ou muito alta, contra 68% com EHCP e 71% sem SEND.
- A pesquisa, com mais de seis mil pais, aponta apoio à inclusão de SEND na escola regular, desde que haja recursos adequados nas instituições.
- Sobre absentismo, 18% dos alunos eram considerados persistentemente ausentes, e cresce a pressão por metas de frequência, com 94% de presença desejada pelos ministros.
O levantamento realizado pela Parent Voice Project aponta que pais de crianças com necessidades especiais sem um plano EHCP se sentem marginalizados nas escolas. A pesquisa, com mais de 6 mil trabalhadores, traz o retrato de como as políticas atuais afetam a percepção sobre o apoio em salas de aula.
O estudo mostra que 57% dos pais de crianças com Send sem EHCP classificam a qualidade da educação na escola como alta ou muito alta. Em contraste, 68% dos pais de Send com EHCP e 71% dos pais de crianças sem Send relatam esse mesmo nível de satisfação. A diferença é a maior entre os que não possuem proteção legal.
A pesquisa foi publicada após o anúncio, no mês anterior, das propostas do governo para o Send. Segundo o governo, as mudanças podem reduzir substancialmente o número de alunos comEHCP até 2035, o que gerou atenção entre parlamentares e profissionais de educação.
Entre as motivações destacadas, os pais defendem maior inclusão de alunos com Send em escolas comuns, desde que haja recursos suficientes para o funcionamento adequado. A ausência de apoio visível e consistência na prática foi citada como entrave por famílias.
Apesar do apoio à inclusão, metade dos entrevistados considera essencial que crianças com Send estudem em escolas regulares. No entanto, apenas 52% acredita que os professores disponham das ferramentas certas para atender Send; entre pais de filhos com Send sem EHCP, esse índice cai a 38%.
A pesquisa traz ainda observações regionais: mais de 60% dos pais no nordeste defendem a possibilidade de retirar os filhos da escola quando necessário, frente a 37% em Londres. Um dos relatos destaca a sensação de que não há planejamento antecipado para atender necessidades adicionais.
Parcerias entre escolas e famílias aparecem como ponto-chave para melhoria. Um diretor de escola e consultor do estudo afirma que confiança e relacionamento com os pais devem aumentar para melhorar a frequência, com a escola tornando cada dia mais relevante para o aluno.
Desafios e perspectivas
O relatório aponta que o absenteísmo escolar, histórico recente de alta, pode entrar em choque com as políticas de educação. A taxa de alunos classificados como ausentes de forma persistente permanece alta, pressionando metas de participação de 94% definidas pelo governo.
Embora o foco seja inclusão, a sondagem indica que a qualidade da educação depende de recursos, formação de docentes e apoio específico para Send. Pais destacam a necessidade de apoio visível e consistente desde o início da escolarização.
A pesquisa também registra discursos de pressão para reduzir o número de planos EHCP, com a expectativa de mudanças a partir das propostas anunciadas. Parlamentares e educadores acompanham de perto o andamento dessas políticas.
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