- Milhares de estudantes protestaram em Santiago contra o governo de José Antonio Kast, criticando cortes na educação.
- O governo pretende reduzir o gasto público em cerca de 6 bilhões de dólares nos próximos 18 meses, e avalia limitar a gratuidade da educação universitária para novos estudantes com mais de 30 anos.
- Kast já autorizou cortes de 3% nos gastos correntes de todos os ministérios, sem exceção para o Ministério da Educação.
- Durante o trajeto pela Avenida Alameda, houve confrontos com a polícia, que dispersou os manifestantes com jatos d’água.
- O governo anunciou medidas de austeridade, incluindo aumento de combustíveis e a promulgação de uma lei de Emergência Energética, com bônus de 110 dólares para taxistas e motoristas de transporte escolar.
Milhares de estudantes protestaram nesta quinta-feira (25) em Santiago contra o governo de Jose Antonio Kast, de agenda de direita. Os manifestantes questionaram cortes na educação e possíveis mudanças na gratuidade universitária. A cobrança surgiu após o ajuste no orçamento do Ministério da Educação e a nova linha de austeridade anunciada pelo governo.
Os estudantes, em sua maioria de escolas secundárias, marcharam pela Avenida Alameda, no centro da capital. Confrontos com a polícia ocorreram durante o trajeto, com dispersão por meio de jatos d’água. O movimento também chamou a atenção para a possível limitação do acesso à educação superior gratuita para novos ingressos com mais de 30 anos.
Medidas econômicas e impactos
Kast assumiu o governo com meta de reduzir o gasto público em cerca de 6 bilhões de dólares nos próximos 18 meses, incluindo cortes no orçamento corrente dos ministérios, sem exceção para Educação. O governo avalia ainda restringir a gratuidade universitária a determinados perfis de estudantes.
Além disso, o governo anunciou ajustes que impactam o custo de vida. A partir de hoje, gasolina subiu 30% e o diesel 60% após cortes substanciais nos subsídios estatais. As medidas ocorrem no contexto da promulgação da primeira lei de Emergência Energética, destinada a mitigar os efeitos da alta dos preços.
O decreto de emergência energética também trouxe benefícios para setores específicos, como um bônus de 110 dólares para taxistas e motoristas de transporte escolar. A oposição criticou os impactos sociais das medidas, enquanto o governo defende a necessidade de responsabilidade fiscal.
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