- Professores, diretores e funcionários de apoio à educação de Victoria entram em greve pela primeira vez em mais de treze anos, com até quinhentas escolas afetadas ou fechadas.
- Cerca de trinta mil membros da Australian Education Union participam da paralisação e devem marchar do Victorian Trades Hall até o parlamento para reivindicar salários e condições de trabalho.
- A greve de vinte e quatro horas foi aprovada pela Fair Work Commission há duas semanas, após noventa e oito por cento dos membros votarem a favor.
- O governo apresentou uma oferta de aumento total de dezoito vírgula cinco por cento, com oito por cento para docentes e quatro por cento para profissionais da educação a entrar em abril, seguido de três por cento nos quatro anos seguintes, além de uma bonificação de hora extra de um vírgula cinco por cento.
- Mesmo com escolas abertas, muitas relataram capacidade limitada para atender todos os alunos; algumas deverão oferecer supervisão apenas para filhos de trabalhadores de emergência. As escolas católicas e privadas mantêm funcionamento normal.
O Sindicato Australiano da Educação (AEU) deflagrou na Victoria a primeira greve de docentes, diretores e profissionais de apoio em mais de 13 anos. Cerca de 24 horas de paralisação atingiram cerca de 500 escolas públicas, com aulas canceladas ou fortemente impactadas.
A ação foi aprovada pelo Fair Work Commission e segue mobilização de milhares de trabalhadores da educação, que também devem se concentrar em frente ao parlamento estadual para um ato de protesto. A mobilização envolve cerca de 30 mil membros do sindicato.
O objetivo dos trabalhadores é pressionar o governo por reajustes salariais maiores, redução de turmas e melhoria de suporte à saúde mental e ao funcionamento das escolas. O governo propôs oferta de 18,5% de aumento ao longo de quatro anos, condicionada à negociação com a AEU.
Contexto e desdobramentos
Segundo a presidência da AEU em Victoria, até 500 escolas podem ficar fechadas ou com funcionamento significativamente reduzido. Pais foram orientados a não enviar os filhos nesta terça-feira, com algumas escolas chegando a registrar baixa presença de estudantes.
O departamento de educação estadual informou que, embora as escolas devam abrir, muitas só poderão oferecer supervisão para um número limitado de alunos. As mudanças de programação devem ser comunicadas diretamente a pais e responsáveis.
A secretaria do Australian Council of Trade Unions destacou que docentes atuaram com pagamentos reduzidos durante os lockdowns, e que, com a inflação atual, os professores são considerados entre os de menor remuneração no país. O sindicato buscava reajuste de 35% em quatro anos.
Reações e posições
O governo da primeira-ministra Jacinta Allan tentou evitar a greve, pedindo que a paralisação não ocorresse. Representantes de escolas católicas e privadas apoiam a luta por salários justos e melhoria de condições de trabalho, ainda que mantivessem as atividades normais no setor não público.
A AEU mantém a mobilização como ferramenta de negociação, argumentando a necessidade de alinhar remuneração e carga de trabalho às mudanças no ensino. A situação segue em negociação, com novas propostas em análise pelas partes envolvidas.
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