Em Alta NotíciasFutebolBrasileconomiaPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Unicef alerta para prejuízos da falta de água em escolas

Unicef ressalta melhoria em 2025, mas 1.203 escolas continuam sem água, afetando cerca de 75 mil estudantes

Niterói (RJ), 03/06/2025 - Centro Integrado de Educação Pública (CIEP) 449 Governador Leonel Moura Brizola – Intercultural Brasil-França. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
0:00
Carregando...
0:00
  • Em 2025, 1.203 escolas públicas ainda não tinham acesso à água, afetando cerca de 75 mil estudantes, após uma queda na quantidade de escolas sem água desde 2024.
  • A situação é mais grave nas zonas rurais, onde 96% das escolas desabastecidas ficam.
  • Entre os alunos sem água, há disparidades raciais e de gênero, com maioria negra e presença relevante de indígenas; mulheres e meninas ficam mais vulneráveis, principalmente durante o período menstrual.
  • O Unicef pede atuação conjunta de governos e instituições, com maior investimento, capacitação de técnicos e lideranças locais, além de soluções que priorizem fontes renováveis de energia.
  • Em ações anteriores, o Unicef apoiou sistemas de água movidos a energia solar no Amazonas e expandiu atendimentos no território Yanomami, mantendo o foco no apoio à gestão pública.

O Unicef alerta para os prejuízos da falta de acesso à água em escolas públicas. Em 2025, 1.203 instituições ainda não garantem esse direito, afetando cerca de 75 mil estudantes. A melhora veio após queda de 2024 para 2025, segundo dados do Censo Escolar divulgados em fevereiro.

À véspera do Dia Mundial da Água, o Unicef reforça a necessidade de apoio institucional para as comunidades. Os impactos incluem higiene, saúde, qualidade da merenda e dignidade menstrual, elementos que influem diretamente no aprendizado.

Desigualdades regionais e estruturais

A situação é mais grave em zonas rurais, que concentram 96% das escolas desabastecidas. Segundo Rodrigo Resende, da área de Água, Saneamento e Higiene do UNICEF Brasil, o desafio está ligado a políticas públicas municipais, principalmente na Amazônia e no Semiárido.

Para reduzir o déficit, o órgão recomenda fortalecer parcerias entre entes federativos e instituições, ampliar investimentos e capacitar técnicos e lideranças locais, com foco em fontes renováveis de energia.

A participação das comunidades também é considerada essencial, com soluções que respeitem as especificidades locais e promovam autonomia. O UNICEF destaca a importância de enfrentar a vulnerabilidade de meninas e mulheres, sobretudo durante o período menstrual.

Impactos no cotidiano escolar

O desabastecimento afeta o consumo de água, a higiene diária e a merenda escolar, prejudicando o aprendizado. O UNICEF aponta que, mesmo com avanços recentes, os déficits influenciam a permanência de alunos na sala de aula.

Entre as ações já implementadas, estão sistemas de abastecimento movidos a energia solar no Amazonas e a ampliação de redes no território Yanomami, em Roraima. A principal atuação do UNICEF, porém, envolve apoiar gestores para fortalecer políticas públicas.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais