- Em 2025, 1.203 escolas públicas ainda não tinham acesso à água, afetando cerca de 75 mil estudantes, após uma queda na quantidade de escolas sem água desde 2024.
- A situação é mais grave nas zonas rurais, onde 96% das escolas desabastecidas ficam.
- Entre os alunos sem água, há disparidades raciais e de gênero, com maioria negra e presença relevante de indígenas; mulheres e meninas ficam mais vulneráveis, principalmente durante o período menstrual.
- O Unicef pede atuação conjunta de governos e instituições, com maior investimento, capacitação de técnicos e lideranças locais, além de soluções que priorizem fontes renováveis de energia.
- Em ações anteriores, o Unicef apoiou sistemas de água movidos a energia solar no Amazonas e expandiu atendimentos no território Yanomami, mantendo o foco no apoio à gestão pública.
O Unicef alerta para os prejuízos da falta de acesso à água em escolas públicas. Em 2025, 1.203 instituições ainda não garantem esse direito, afetando cerca de 75 mil estudantes. A melhora veio após queda de 2024 para 2025, segundo dados do Censo Escolar divulgados em fevereiro.
À véspera do Dia Mundial da Água, o Unicef reforça a necessidade de apoio institucional para as comunidades. Os impactos incluem higiene, saúde, qualidade da merenda e dignidade menstrual, elementos que influem diretamente no aprendizado.
Desigualdades regionais e estruturais
A situação é mais grave em zonas rurais, que concentram 96% das escolas desabastecidas. Segundo Rodrigo Resende, da área de Água, Saneamento e Higiene do UNICEF Brasil, o desafio está ligado a políticas públicas municipais, principalmente na Amazônia e no Semiárido.
Para reduzir o déficit, o órgão recomenda fortalecer parcerias entre entes federativos e instituições, ampliar investimentos e capacitar técnicos e lideranças locais, com foco em fontes renováveis de energia.
A participação das comunidades também é considerada essencial, com soluções que respeitem as especificidades locais e promovam autonomia. O UNICEF destaca a importância de enfrentar a vulnerabilidade de meninas e mulheres, sobretudo durante o período menstrual.
Impactos no cotidiano escolar
O desabastecimento afeta o consumo de água, a higiene diária e a merenda escolar, prejudicando o aprendizado. O UNICEF aponta que, mesmo com avanços recentes, os déficits influenciam a permanência de alunos na sala de aula.
Entre as ações já implementadas, estão sistemas de abastecimento movidos a energia solar no Amazonas e a ampliação de redes no território Yanomami, em Roraima. A principal atuação do UNICEF, porém, envolve apoiar gestores para fortalecer políticas públicas.
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