- A queda acentuada da taxa de natalidade nos EUA está reduzindo matrículas e levando distritos a fechar escolas, com impactos no financiamento público.
- Em Memphis, a rede escolar planeja fechar cinco escolas neste ano, podendo chegar a quinze em três anos, por causa da baixa presença de estudantes e custos fixos de manutenção de prédios.
- Ida B Wells Academy, escola de ensino médio e alternativas, teve matrícula menor, de 171 alunos em 2018 para 99 em 2025, ainda que seu desempenho em leitura e matemática tenha ficado acima da média do distrito.
- Para cortar custos, há redução de artes, música e cursos avançados, seguida de cortes de professores quando a demanda de matrícula não sustenta as vagas.
- Fenômenos demográficos e a pandemia aceleraram o quadro: a taxa de fertilidade caiu de 3,7 filhos por mulher em 1960 para 1,6 em 2024; em 2020 houve queda de 1,1 milhão de estudantes na população estudantil.
A queda acentuada da taxa de natalidade nos EUA está provocando menos alunos nas escolas públicas. A consequência imediata é o fechamento ou a reorganização de unidades, com impactos financeiros para os distritos devido aos altos custos fixos de funcionamento.
Em Memphis-Shelby, Tennessee, conselheiros discutiram a possível suspensão de cinco escolas, com possibilidade de fechamento de até 15 nos próximos anos. A prefeitura escolar justificou as medidas pela queda de matrículas e pelos custos de manutenção de edifícios ociosos.
Dados nacionais indicam que a taxa de nascimento caiu de 3,7 por mulher em 1960 para 1,6 em 2024. Especialistas apontam que a redução de nascimentos reduz o contingente estudantil e o financiamento público, pressionando ajustes orçamentários.
Contexto nacional
A baixa de matrículas acelerou após a pandemia de Covid-19, com queda de 1,1 milhão de alunos no conjunto de escolas públicas em 2020. Mesmo com retorno às aulas presenciais, a recuperação não se confirmou, elevando a pressão sobre redes que já operam com frotas, infraestrutura e custo fixo elevados.
Analistas destacam que a redução de estudantes leva à eliminação de cursos eletivos, como artes e idiomas, e à necessidade de cortar salários de professores em áreas menos demandadas ou com menor adesão estudantil.
Casos recentes de fechamento já ocorreram em várias regiões: Houston, Broward, Cleveland e Atlanta anunciaram reestruturações ou encerramentos. Em Memphis, a administração local aprovou o fechamento de unidades ao fim do ano letivo, citando a necessidade de investir em prédios mais modernos.
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