- Robô chamado Titi é integrado a um aplicativo para tablets, oferecendo jogos educativos de matemática alinhados à Base Nacional Comum Curricular para alunos do 1º ao 5º ano.
- A iniciativa é da startup Cognology, com o objetivo de tornar o abstrato mais concreto e acompanhar o aprendizado por meio de material pedagógico.
- As atividades acontecem em trio, combinando jogos competitivos e cooperativos, com exemplos como régua virtual e mapa exibido no tablet para tornar operações visíveis.
- Em sua terceira versão, o sistema identifica lacunas de aprendizagem e gera relatórios para intervenções personalizadas; o projeto evoluiu de tapetes físicos para mapas digitais em tablets.
- O Titi atualmente está disponível apenas em instituições privadas, com planos de licitação para escolas públicas no futuro, apoiado pelo programa Centelha da Finep e incubado no Parque de Inovação Tecnológica de São José dos Campos.
O robô Titi surge como aliado no ensino de matemática por meio de jogos. Criado pela startup Cognology, o projeto tornou-se parte de um aplicativo para tablets que oferece atividades alinhadas à BNCC. Crianças do primeiro ao quinto ano participam de jogos com objetivo de tornar o abstrato concreto.
A iniciativa nasceu da curiosidade da pesquisadora Débora Regina Ito durante trabalho voluntário em escolas públicas. O objetivo é transformar operações em ações concretas, apoiadas por material pedagógico para orientar as aulas. As atividades são feitas em grupos de três, combinando competição e cooperação.
No formato atual, o Titi utiliza mapas digitais e uma régua virtual para somas e subtrações, com o robô movendo-se no espaço físico e no tablet. A solução facilita a identificação de lacunas de aprendizagem e gera relatórios para intervenções pedagógicas personalizadas.
Competências digitais e desafios docentes
Em 2023, o Congresso incluiu competências digitais, como robótica, na LDB, determinando que a robótica passe a integrar o currículo. Mesmo com avanços, a implementação enfrenta limitações de infraestrutura e formação de docentes nas escolas.
O projeto, que já passou por três versões de software, está hoje disponível apenas em instituições privadas. A Cognology pretende consolidar a presença no setor privado antes de enfrentar licitações em secretarias de educação públicas.
A empresa tem apoio de programas públicos, como o Centelha da Finep, com atuação da Fapesp em São Paulo. O objetivo é ampliar a adoção do Titi e, futuramente, ampliar o alcance para escolas públicas.
Dados da BNCC respaldam o uso de recursos como jogos e programas de computador para facilitar a matemática. O Titi busca evidenciar resultados, registrando dificuldades e progressos das crianças por meio de relatórios.
A proposta visa manter o entusiasmo das crianças na sala de aula, deixando o foco da aprendizagem em interações com o robô. A equipe ressalta que a tecnologia pode preparar estudantes para desafios mais amplos no futuro.
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