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Revisão de empréstimos estudantis para alunos sem A-levels é solicitada

Vice-reitor sugere revisar elegibilidade de empréstimos estudantis para quem não tem A-levels, apontando riscos de desperdício de recursos e impacto no financiamento universitário

Adam Tickell
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  • Adam Tickell, reitor da Universidade de Birmingham, pediu uma revisão sobre se estudantes sem A-levels deveriam ter acesso a empréstimos estudantis financiados pelo governo, em meio à crise de financiamento das universidades na Inglaterra.
  • Ele afirmou que o sistema é insustentável: mais dinheiro público, mais endividamento dos estudantes e universidades no limite da falência.
  • Tickell defendeu que os empréstimos não devem atender quem não tem as qualificações para concluir o curso de graduação.
  • O reitor é a primeira figura de alto escalão no ensino superior a questionar publicamente a política de conceder empréstimos automáticos a estudantes domésticos, cuja média por formando é de £ 53 mil.
  • Outras posições destacadas incluíram Philip Augar, que sugeriu dividir custos entre alunos e governo, e Vivienne Stern, que pediu cautela para não abrir nova rodada de revisão de financiamento.

Adam Tickell, vice‑cancellor da University of Birmingham, chamou para revisar a elegibilidade de empréstimos estudantis para alunos sem A‑levels, como parte de uma resposta à crise de financiamento universitário na Inglaterra. A declaração ocorreu durante uma conferência em Londres, com a universidade alegando que o sistema atual é economicamente insustentável para o contribuinte, estudante e instituição.

Tickell indicou que é necessário reavaliar as qualificações exigidas para ingressar em um curso de graduação e afirmou que empréstimos não devem ser concedidos a quem não possui as qualificações mínimas. Segundo ele, há estudantes sem A‑levels que, ainda assim, recebem acesso ao mercado de empréstimos estudantis, o que, para ele, gera altos investimentos em pessoas com potencial duvidoso de concluir o curso.

Apenas uma parcela dos custos de estudo é coberta pelo setor público, enquanto as mensalidades sofrem pressões inflacionárias desde 2012, criando perdas para as universidades. Tickell ressaltou que a pergunta central é o que o público espera das universidades e como financiar esse ensino, destacando a necessidade de respostas claras para o setor.

Debate sobre critérios de elegibilidade

Em relação ao financiamento, o professor Philip Augar lembrou que custos de ensino devem ser rateados entre estudantes e governo, em linha com propostas anteriores. Ele criticou o peso atual dos empréstimos, apontando que parte dos graduados paga proporções altas, o que classificou como privatização do ensino superior.

Vivienne Stern, diretora executiva da Universities UK, pediu cautela quanto a novas revisões, citando um white paper recente sobre educação pós‑secundária. Ela afirmou que o momento não é propício para abrir um “caixa de Pandora”, recomendando foco limitado caso haja uma avaliação.

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