- Inicia nesta sexta-feira, 6, a 7ª edição do Festival SESI de Educação em São Paulo, reunindo cerca de 2,3 mil estudantes de 9 a 19 anos de escolas públicas e privadas.
- O evento acontece no Parque Ibirapuera, até domingo, com estandes de quatro modalidades e projetos ligados ao tema Arqueologia.
- Das competições saem 13 equipes classificadas para a etapa mundial, que ocorre de 29 de abril a 2 de maio em Houston, nos Estados Unidos.
- A iniciativa integra a First, organização dedicada à ciência e tecnologia, e busca promover letramento tecnológico e educação para o século XXI.
- Destaque para a JurunaBots, do Pará, que apresenta o Museu Vivo Itinerante do Xingu, com aplicativo em realidade aumentada para debater memória, artes e apropriação cultural.
O Festival SESI de Educação começa nesta sexta-feira e segue até domingo, no Parque Ibirapuera. A 7ª edição reúne cerca de 2,3 mil estudantes de 9 a 19 anos de escolas públicas e privadas de todo o país, com foco em robótica.
Ao todo, 13 equipes se classificam para a etapa mundial, que será entre 29 de abril e 2 de maio, em Houston, nos EUA, sede da organização First. O objetivo é transformar projetos em divulgação científica entre os jovens.
No evento, o pavilhão da Fundação Bienal de São Paulo recebe estandes de quatro modalidades. As criações vão de miniaturas de Fórmula 1 a robôs com mais de 50 quilos, todas relacionadas ao tema Arqueologia. A entrada é gratuita, das 9h às 17h.
First no Brasil
Desde 2012, o SESI organiza as competições da First no Brasil. Mais de 45 mil estudantes já participaram, somando mais de 110 prêmios internacionais na modalidade iniciante FLLC. O programa reforça letramento tecnológico e cultura científica entre os jovens.
Fausto Augusto Junior, presidente do Conselho Nacional do SESI, destaca a importância de aproximar os alunos da tecnologia no cotidiano. Segundo ele, a educação tecnológica é estratégica para o século 21 e já ocorre em diferentes países.
O dirigente também enfatiza a necessidade de viabilizar projetos por meio de verbas de prefeituras e estados, especialmente para escolas públicas, mantendo parceria com o SESI. A ideia é transformar a robótica em uma aula diferente.
Direto do Xingu
Entre as equipes, aparece a JurunaBots, do Norte do Brasil. Os estudantes da Escola Francisca de Oliveira Lemos Juruna, de Vitória do Xingu (PA), apresentam um aplicativo para disseminar artefatos culturais do povo Juruna.
A iniciativa integra a plataforma Museu Vivo Itinerante do Xingu, que usa Realidade Aumentada para dialogar sobre arqueologia, memória e identidade. O projeto também trata de debates sobre apropriação cultural e retorno de materiais aos territórios originários.
A equipe é liderada pelo educador Fernando Juruna, cacique da Aldeia Boa Vista. Os jovens combinam tradição com tecnologia para ampliar a visibilidade de sua cultura no contexto urbano de São Paulo.
Entre na conversa da comunidade