- Em 2025, as matrículas em escolas públicas na Austrália caíram para novo mínimo, com 4,1 milhões de estudantes no total; governos ficaram com 62,8% das matrículas, ante 63,4% no ano anterior.
- Escolas privadas passaram aabrir 38% dos alunos em NSW, com crescimento concentrado em escolas de baixa e média taxa de mensalidade, geralmente envolvendo instituições com ensino fundamental e médio integrados.
- O uso privado aumentou 2,3% em 2025, com 35.021 alunos a mais nessas instituições em relação a 2024; as escolas públicas registraram redução de 6.109 matrículas no mesmo período.
- A retenção de alunos até o 12º ano aumentou pela primeira vez desde 2017, com 81,3% permanecendo até o fim do ensino médio; escolas independentes apresentam maior retenção (99,1%) frente às públicas (75,4%).
- Fatores apontados para a mudança incluem o financiamento público considerado insuficiente, segundo o convênio Save Our Schools; o ministro da Educação, Jason Clare, afirmou que os acordos com estados buscam corrigir o financiamento e ampliar reformas para concluir o ensino médio.
O nível de matrículas em escolas públicas na Austrália atingiu um novo mínimo, com milhares de alunos migrando para o setor privado. O recuo ocorre em meio a debates sobre financiamento escolar e políticas públicas.
A queda afeta NSW, Western Australia, Victoria e ACT, onde houve crescimento em algumas jurisdições. Em NSW, as matrículas públicas recuaram 0,9% entre 2024 e 2025, enquanto o total de estudantes passou a 4,1 milhões no país. No conjunto, 62,8% dos alunos estavam em escolas governamentais em 2025, frente a 63,4% no ano anterior.
Dados da Australian Bureau of Statistics indicam que 35.021 alunos ingressaram em escolas privadas a mais em 2025, um aumento de 2,3% na comparação com 2024. Em contrapartida, o sistema público registrou 6.109 filas a menos de estudantes no mesmo período.
Para a presidente da NSW Central Coast P&C, Sharryn Brownlee, a decisão de manter os filhos em escolas públicas costuma surgir no fim do ensino fundamental. Ela ressalta que as vantagens locais e o custo ajudam a compor a escolha pela educação pública.
Representante da Save Our Schools, Trevor Cobbold, aponta que o subfinanciamento de escolas públicas seria fator central para a migração para o privado. Segundo ele, a disparidade de recursos entre redes públicas e privadas é determinante.
Segundo dados, a participação de escolas católicas ficou em torno de 20% e de redes independentes em 17,2%. Observa-se que a cada ano cresce a parcela de alunos em redes privadas, com ganho relevante especialmente em áreas de rápido crescimento populacional.
O chefe executivo da Independent Schools NSW, Margery Evans, afirma que grande parte do aumento ocorre em escolas religiosas com faixas de custo baixas e moderadas, localizadas em subúrbios de Sydney. Ela acrescenta que muitos pais valorizam ambientes integrados entre ensino fundamental e médio.
Especialistas destacam que o público poderá atrair famílias com relatos de sucessos escolares e maior transparência de resultados. Brownlee reforça a necessidade de destacar conquistas de cada escola, para incentivar a continuidade do investimento público.
A taxa de retenção de estudantes até o 12º ano subiu pela primeira vez desde 2017, com 81,3% permanecendo no sistema, ante 79,9% em 2024. Em escolas privadas, a retenção foi de 99,1%, versus 75,4% nas públicas.
Em 2025, houve 283.611 matriculados entre povos indígenas, representando 6,8% do total de estudantes no país, um aumento de 3,2% frente a 2024. O ministro da Educação federal afirmou que a melhoria na conclusão do ensino médio é positiva, mas ainda há trabalho a fazer.
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