- A FBI realizou busca no gabinete do LAUSD, na residência do superintendente Alberto Carvalho, e em outra localização próxima a Miami, sob ordem judicial selada.
- A investigação é associada à antiga empresa de tecnologia educacional AllHere, que criou um chatbot para o distrito em 2024, em contrato de cerca de 3 milhões de dólares.
- AllHere faliu meses depois; a founder Joanna Smith-Griffin enfrentou acusações de fraude, e Carvalho disse não ter participação direta na contratação, anunciando a criação de um grupo de trabalho para apurar o assunto.
- A propriedade na Flórida ligada a Debra Kerr, ligada à AllHands e com laços com Carvalho, também foi mencionada em reportagens sobre as buscas.
- As ações ocorreram em meio a tensões sobre políticas de imigração perto de escolas, e a diretoria do LAUSD havia decidido manter Carvalho no cargo por mais quatro anos.
O FBI realizou na quarta-feira buscas no prédio da Los Angeles Unified School District (LAUSD) e na residência do superintendente Alberto Carvalho, além de um terceiro local próximo a Miami ligado à gestão escolar. O ato ocorreu dois dias após a autoridade federal ter autorizado a operação com mandado sob seal. A LAUSD confirmou as ações, sem detalhar o objeto da investigação.
O escritório do promotor público dos EUA em Los Angeles confirmou a operação, dizendo apenas que as buscas ocorreram mediante mandado autorizado pela Justiça, mantido em sigilo. Não houve informações públicas sobre os envolvidos além de Carvalho e dos endereços vasculhados.
A apuração é associada a AllHere, empresa de tecnologia educacional que desenvolveu um chatbot para a rede em 2024, num contrato de vários milhões de dólares. Carvalho apoiou a tecnologia e participou de eventos com a fundadora; o district desembolsou cerca de 3 milhões de dólares com a empresa.
Pouco tempo depois, a AllHere entrou em falência e a criadora da plataforma, Joanna Smith-Griffin, foi alvo de acusações de fraude. Carvalho afirmou não ter participado da contratação e disse que criaria um grupo de trabalho para apurar o tema, conforme reportado pela imprensa local.
A residência na Flórida vasculhada pertencia a Debra Kerr, ligada à empresa AllHands, conforme apuração do Miami Herald. Kerr teria relação com Carvalho, e houve relatos de que o filho dela trabalhava na AllHands e apresentou a tecnologia à LAUSD, segundo algumas fontes.
As buscas repercutiram entre membros da LAUSD, que recentemente haviam decidido manter Carvalho no cargo por mais quatro anos. O episódio também gerou questionamentos sobre eventuais motivações políticas relacionadas à atuação do superintendente em operações de imigração nas escolas. A LAUSD tem se posicionado para proteger estudantes e famílias durante eventos de fiscalização.
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