- O Censo Escolar de 2025 aponta que 41,8% das crianças de zero a três anos têm creche, o maior patamar já registrado e aproximando o Brasil da meta de 50% do Plano Nacional de Educação.
- O governo investiu no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) com 7,37 bilhões de reais para a construção de 1.670 novas creches, contribuindo para a criação de 48,5 mil vagas em creches e pré-escolas em 2025.
- A taxa de atendimento na pré-escola subiu de 92,9% em 2024 para 93,4% em 2025, mesmo com a redução da população infantil.
- As matrículas da rede pública caíram de 4.170.667 em 2023 para 4.131.780 em 2024, sinalizando desafios no volume absoluto de vagas.
- Especialistas destacam que apenas 95% das crianças de quatro a cinco anos estão matriculadas, e a queda de 3,8% em relação a 2024 é o maior recuo em uma década, possivelmente ligada à busca ativa, desigualdade territorial e financiamento entre creches e pré-escola.
Os dados do Censo Escolar 2025 trazem avanços na educação infantil brasileira, mas também indicam desafios para a pré-escola. Quase metade das crianças de 0 a 3 anos tem creche, marca histórica. A meta de 50% prevista no PNE ainda depende de expansão adicional.
O país registra acesso ampliado a creches por meio de investimentos federais. O Novo PAC destina 7,37 bilhões de reais para a construção de 1.670 unidades. Em 2025, esse apoio viabilizou a criação de 48,5 mil vagas em creches e pré-escolas.
Apesar da melhoria no alcance, o volume de matrículas na rede pública de educação infantil para crianças de 4 e 5 anos recuou. A taxa de atendimento aumentou de 92,9% em 2024 para 93,4% em 2025, mas as matrículas absolutas caíram de 4.170.667 em 2023 para 4.131.780 em 2024.
Desafios na pré-escola
Especialistas destacam que o crescimento de vagas precisa acompanhar qualidade. A pré-escola é crucial para o desenvolvimento cognitivo e socioemocional, exigindo infraestrutura, professores qualificados e ambientes seguros. A oferta de qualidade é apontada como prioridade.
A retração de matrículas na pré-escola é considerada grave por especialistas. O recuo de 3,8% em relação a 2024 é o maior desde uma década, ficando atrás apenas do período atípico da pandemia. A universalização continua distante, com cerca de 95% das crianças de 4 a 5 anos matriculadas.
Para os especialistas, as hipóteses que explicam a queda envolvem problemas na busca ativa de estudantes, oferta desigual entre territórios e limitações de financiamento. A coordinated ação entre federal, estaduais e municipais é vista como essencial para ampliar a oferta, com foco nas crianças mais vulneráveis.
A ordem do debate aponta para uma cooperação entre esferas de governo, independentemente de alinhamentos partidários. A prioridade é manter o acesso ampliado às creches e buscar, ao mesmo tempo, a qualidade integral da educação infantil.
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