- O Censo Escolar 2025 aponta queda histórica na educação básica: 46 milhões de alunos matriculados, -2,3% em relação ao ano anterior.
- O recuo foi puxado pelo ensino médio, que caiu 5,4% em um ano.
- Sete estados respondem por 75% da queda, com São Paulo sozinha representando 37,2% do total.
- Creches estagnaram pela primeira vez desde a pandemia; a pré-escola teve queda de 3,8%.
- Há aumento de matrículas em tempo integral no setor público e o ensino técnico atingiu novo patamar histórico.
O Brasil registrou em 2025 queda histórica nas matrículas da educação básica, somando 46 milhões de alunos. O recuo foi de 2,3% em relação a 2024, o maior nos últimos dez anos. Os dados são do Censo Escolar 2025, apresentados pelo MEC nesta quinta-feira em Manaus (AM).
O recuo é puxado principalmente pelo ensino médio, que caiu 5,4% em um ano. Este movimento marcou o destaque negativo no ciclo escolar, enquanto outras etapas apresentaram números menos desfavoráveis.
Dois estados tiveram resultado positivo: Roraima e Santa Catarina cresceram no total de redes de ensino.
Desempenho por estado e etapa
Sete estados — São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Pará, Paraná e Pernambuco — responderam por 75% da queda nacional. São Paulo sozinha explicou 37,2% da redução de matrículas.
Pela primeira vez desde a pandemia, as matrículas em creches estagnaram, somando cerca de 4,18 milhões. A pré-escola também recuou 3,8% ante 2024.
Tendências positivas
Em contrapartida, o setor público registrou aumento de matrículas em tempo integral. A Educação Profissional e Tecnológica (EPT) mostrou expansão contínua, com o ensino técnico atingando o maior patamar histórico.
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