- MEC lançou o 4º Boletim Técnico Escola que Protege, atualizando o módulo Violências nas Escolas do Observatório Nacional dos Direitos Humanos e consolidando o panorama até 2025.
- Após a criação do Sistema Nacional de Acompanhamento e Combate à Violência nas Escolas, ocorreram quedas nos ataques: 2024 e 2025 registraram apenas três ocorrências cada, cerca de um quinto do que ocorreu em 2023.
- Em prevenção, noventa e três vírgula cinco por cento das escolas relataram desenvolver projetos de enfrentamento às violências, alinhados às diretrizes de direitos humanos.
- Entre 2001 e 2025, foram identificados quarenta e sete ataques de violência extrema, com 177 vítimas (56 fatais e 121 feridas); a maioria dos autores é do sexo masculino e influenciada por comunidades extremistas on-line.
- O boletim destaca o papel da radicalização digital, com crescimento de trezentos e sessenta por cento nas menções a ameaças a escolas entre 2021 e 2025, além de aumento dos comentários de exaltação a ataques. Também houve quarenta e oito mil? Não: 14.747 notificações de violência interpessoal em 2024 pelo Sinan/SUS, com bullying e cyberbullying concentrados nos anos finais do ensino fundamental e médio.
O Ministério da Educação lançou o 4º Boletim Técnico Escola que Protege, atualizado até 2025. O relatório analisa proteção, prevenção e resposta à violência nas escolas, integrando dados do Observatório Nacional dos Direitos Humanos e do Snave, o Sistema Nacional de Acompanhamento e Combate à Violência nas Escolas.
O estudo aponta redução de ataques violentos após a criação do Snave, com 2024 e 2025 apresentando queda relevante. Em 2022 foram 10 ocorrências, 2023 registrou 15, 2024 teve 3 e 2025, também 3. A partir de 2024, os registros passaram a representar cerca de 20% do total de 2023.
93,5% das escolas relataram ações de enfrentamento às violências, alinhadas às Diretrizes Nacionais de Educação em Direitos Humanos. A diferenciação entre ataques extremos e violências cotidianas também aparece no material.
Entre 2001 e 2025, foram identificados 47 ataques de violência extrema, com 177 vítimas, incluindo 56 fatais. A maioria dos autores era masculina e havia influência de comunidades extremistas online. O relatório ressalta o papel do ecossistema digital na radicalização.
O documento destaca ainda o impacto de conteúdos digitais, incluindo riscos de conteúdo, conduta e contato. O Guia de Dispositivos Digitais orienta políticas para um ambiente online mais seguro, com base em evidências e práticas internacionais.
A violência nos territórios escolares é mapeada: 3,6% das escolas tiveram interrupções no calendário letivo em 2023 por episódios violentos. Em 2024, o Sinan registrou 14.747 notificações de violência interpessoal, com aumento de casos de violência autoprovocada.
O boletim também analisa violência de bullying e cyberbullying, especialmente nos anos finais do ensino fundamental e médio, com base na Lei nº 14.811/2024. A radicalização digital é apresentada com crescimento de 360% nas menções a ameaças a escolas entre 2021 e 2025.
Impacto institucional e próximos passos
O MEC afirma que o Snave consolida o enfrentamento como marco estrutural. As ações avançam do diagnóstico para monitoramento, avaliação e institucionalização, sempre alinhadas às Diretrizes de Direitos Humanos.
O estudo introduz o conceito operacional de ataque de violência extrema e passa a analisar dados por unidade da federação. A abordagem intersetorial é destacada como essencial para promover convivência democrática.
Webinários promovidos pelo MEC, entre 10 e 12 de fevereiro, com a Undime, discutiram planejar, implementar e cuidar. Os encontros orientaram secretarias de educação e equipes gestoras sobre prevenção e cultura de paz.
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