- O texto aponta que o ensino de matemática enfrenta problemas semelhantes aos da leitura, com foco em fundamentos negligenciado; em Midland ISD, apenas 30% dos alunos estão on track em matemática, enquanto até 60% estariam atrasados.
- Ebony Coleman criou a campanha Math Ain’t Mathin’, buscando tornar o desempenho em matemática uma prioridade na região; pesquisa de casa em casa revelou que 20% dos pais sabiam que os filhos estavam abaixo do nível, mas os dados oficiais indicam pior.
- Os entrevistados defendem transparência de dados: cada escola deve publicar informações para que pais saibam se seus filhos estão no caminho certo.
- Há um apelo por retornar ao ensino dos fundamentos, com menos dependência de tecnologia e mais monitoramento em sala, incluindo memorização de fatos básicos como as tabuadas.
- Propõe-se um modelo de planejamento conjunto em toda a rede, com treinamento presencial e orientação entre professores experientes, para assegurar ensino de qualidade independentemente da experiência do docente.
O que aconteceu: uma avaliação sobre como o ensino de matemática está sendo feito nos Estados Unidos aponta falhas significativas semelhantes às observadas no ensino da leitura. O foco mudou de fundamentos para abordagens centradas em atividades e tecnologia, sem garantir domínio básico.
Quem está envolvido: educadores, administradores escolares e pais da Midland Independent School District (MISD), no Texas. Entre os destaques estão críticos e defensores de abordagens pedagógicas, como Jo Boaler, professora de Stanford, e a mobilização de Ebony Coleman, mãe que lidera a campanha Math Ain’t Mathin’.
Quando e onde ocorreu: a análise é baseada em reportagens e entrevistas atuais sobre o sistema de ensino público dos EUA, com foco na MISD, localizada no Texas. A discussão ganhou força à medida que dados escolares mostram defasagens de matemática.
Por que importa: a falta de fundamentos pode ampliar desigualdades educacionais, já que famílias com maior renda recorrem a tutorias privadas, enquanto alunos com menos recursos ficam para trás. Professores ressaltam a necessidade de retorno a práticas mais diretas e mensuráveis.
A contenção do problema
Relatos de docentes indicam que o uso excessivo de dispositivos digitais e a pouca prática com papel e lápis dificultam a consolidação de operações básicas. A pichada de dados em tempo real é citada como essencial para acompanhar o desempenho dos alunos.
Propostas para o curto prazo
Entre as sugestões estão retorno a memorização de fatos básicos, como tabelas de multiplicação, e redução do tempo dedicado a lições somente digitais. Professores defendem planejamento colaborativo em nível distrital para alinhar padrões e práticas.
Apoio comunitário e resultados
Pais, alunos e membros da diretoria escolar concordam em iniciar etapas transparentes de avaliação de desempenho. A ideia é publicar dados por escola e por turma, para que famílias entendam o que está em dia e o que precisa de ajuste.
A experiência local de Midland revela que, apesar dos obstáculos, há consenso sobre a necessidade de ações concretas. Um grupo de educadores e gestores defende que mudanças estruturais, como treinamento presencial e monitoria ativa, podem melhorar o ensino.
O que ainda precisa ser feito
Professores destacam a importância de um modelo de planejamento de aulas mais direto e com supervisão pedagógica constante. A meta é elevar o número de estudantes no nível adequado de matemática e reduzir lacunas de aprendizado.
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