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Encontro analisa políticas de alfabetização em diferentes enfoques

Encontro internacional discute políticas de alfabetização na América Latina, com foco em desigualdades, diversidade e formação de docentes

Foto: Divulgação/Encontro Internacional MEC
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  • Encontro Internacional de Alfabetização, Equidade e Futuro, realizado no dia 24 pelo MEC, foi transmitido ao vivo com tradução para português, espanhol e Libras, reunindo representantes de várias nações da América Latina.
  • Painel 6 e 7 discutiram a relação entre pesquisa e gestão pública na alfabetização, além de abordar desigualdades, equidade e a situação de crianças em diferentes contextos na região, com participação de pesquisadoras e gestores.
  • Painel 8 tratou de prática docente e didática da alfabetização, com foco nas evidências de pesquisas latino-americanas e na formação de professores.
  • Painel 9 conectou alfabetização com cultura, sustentabilidade, direitos humanos e as especificidades de povos e comunidades tradicionais.
  • Painel 10 discutiu políticas de alfabetização orientadas ao desenvolvimento social e econômico, destacando a autonomia dos países e a importância de ações públicas para garantir leitura, escrita e aprendizado de qualidade.

O Encontro Internacional Alfabetização, Equidade e Futuro realizou-se nesta terça-feira, 24 de fevereiro de 2026, com transmissão ao vivo pelo canal do MEC no YouTube. O evento reúne pesquisadores, gestores e representantes de educação de diversos países da América Latina para debater políticas de alfabetização sob várias perspectivas, incluindo desigualdades, direitos humanos e desenvolvimento social.

Ao todo, o encontro envolve Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México, Peru e Uruguai, além de secretarias de educação estaduais e municipais, organismos internacionais, universidades e redes de pesquisa. A finalidade é construir cooperação regional com base em evidências para assegurar que todas as crianças aprendam a ler, compreender e escrever no tempo certo.

Painel 6 – Perspectivas entre Pesquisadores e Gestores

O sexto painel abordou como a pesquisa latino-americana analisa políticas de alfabetização e como as evidências podem influenciar a formulação de políticas públicas. Contou com pesquisadoras da Chile e Argentina, além de representantes de redes regionais, com mediação de uma representante da Red Latinoamericana de Alfabetización.

Foram discutidos três temas centrais: como a pesquisa analisa políticas de alfabetização, como o conhecimento produzido é utilizado pela gestão pública e como reduzir lacunas entre pesquisa e prática. Também tratou da desigualdade e equidade na região, destacando necessidades de inclusão de povos originários.

Painel 7 – Diversidades, Desigualdades e Equidade

Este painel destacou evidências sobre desigualdade educacional na alfabetização, com olhar sobre cada país da região. As participantes discutiram justiça sociocultural, reconhecimento de identidades indígenas e produção de conhecimento local. A atuação pública foi analisada pela lente da equidade em políticas de alfabetização.

Relatos de docentes e pesquisadoras apontaram a necessidade de tratar de forma adequada as línguas e culturas de povos originários. Debates ressaltaram que a educação deve considerar contextos sociais, territoriais e linguísticos para reduzir disparidades no aprendizado da leitura e escrita.

Painel 8 – Prática Docente em Questão

O foco deste painel foi a prática docente, a didática da alfabetização e o processo de aprendizagem. Pesquisadoras de Horas, Brasil e outros países apresentaram dados sobre metodologias, materiais didáticos e formação de professores alfabetizadores.

As falas enfatizaram a importância de reconhecer a diversidade linguística em sala de aula e a necessidade de formação contínua para docentes. Debates trataram de orientar políticas públicas pela evidência científica e pela melhoria das práticas em sala.

Painel 9 – Alfabetização, Infâncias e Direitos Humanos

Abordou a relação entre alfabetização, cultura, sustentabilidade e direitos humanos. Participaram autoridades brasileiras ligadas a povos tradicionais, igualdade racial e educação infantil. A discussão destacou a centralidade do respeito à diversidade cultural e ao direito de aprender.

Entre os temas, destacou-se a importância de fortalecer sistemas de proteção às infâncias e de promover educação que respeite identidades e trajetórias diversas. O debate ressaltou vínculos entre alfabetização e cidadania.

Painel 10 – Desenvolvimento Social e Econômico

Encerrando as atividades, o painel tratou da relação entre alfabetização, desenvolvimento social e econômico no continente. Participaram representantes de órgãos nacionais e internacionais, incluindo agências da ONU, Banco Mundial e BID, com mediação de educadora pública brasileira.

Foi reforçada a ideia de que políticas de alfabetização devem estar alinhadas a metas de desenvolvimento sustentável e respeitar a autonomia de cada país. A discussão destacou a importância de ações conjuntas entre governo, sociedade civil e instituições internacionais.

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