- Mais de 170 mil estudantes estão movendo ações contra várias universidades da Inglaterra e País de Gales, por estudos feitos online durante a pandemia, após acordo de UCL com o Student Group Claim.
- Cartas de reclamação pré-ação foram enviadas a 36 instituições, incluindo Bath, Bristol, Exeter, Cardiff, Leeds, Imperial College London, Liverpool e Warwick.
- O acordo entre a University College London e o grupo de estudantes abriu caminho para ações em larga escala no setor, com possível custo de milhões para as universidades, conforme o número de estudantes envolvido.
- A ação é fundamentada em direito do consumidor: os alunos pagaram mensalidades para ensino presencial e uso de instalações, mas tiveram cursos online devido às restrições da Covid.
- Outras universidades na mira incluem Birmingham, Coventry, De Montfort, East Anglia, Leeds Beckett, London School of Economics, Loughborough, Manchester, Newcastle, Nottingham, Southampton e York, com possibilidade de mais adesões até setembro de 2026.
Dozens de universidades na Inglaterra e no País de Gales enfrentam ação coletiva de mais de 170 mil estudantes, que buscam compensação pelos estudos terem sido transferidos para o online durante a pandemia. Preocupação envolve 36 instituições, enviando cartas de pré-ação em defesa dos alunos.
A ação surgiu após um acordo entre a University College London (UCL) e o grupo Student Group Claim, representando cerca de 6 mil estudantes cujas aulas foram afetadas. A UCL não admitiu culpa e os termos são confidenciais; ainda assim, advogados indicam possível indenização de até 5 mil libras por universitário.
O movimento pode abrir caminho para ações em massa em todo o setor, com estimativa de custos para as universidades variando conforme o número de alunos em cada reclamação. O processo baseia-se no direito do consumidor: se o serviço pago foi substituído por outro de menor valor, há reparação.
Universidades envolvidas e base legal
Entre as instituições alvo estão Bath, Bristol, Exeter, Cardiff, Leeds, Imperial College London, Liverpool e Warwick, além de Birmingham, Coventry, East Anglia, Leeds Beckett, LSE, Loughborough, Manchester, Newcastle, Nottingham, Southampton e York. Novas ações podem surgir até setembro de 2026.
Alega-se que estudantes pagaram matrículas anuais para ensino presencial e uso de instalações, mas restrições de Covid fecharam campus e migraram para o online, reduzindo o valor percebido do curso. Em muitos casos, as mensalidades online são 25% a 50% menores.
Outra estudante citada no caso, Georgia Johnson, relato que a formação de pós-graduação foi fortemente impactada pela transição para Zoom, prejudicando a experiência de aprendizado e atrasando a carreira. Ela também menciona prejuízos à saúde mental.
A defesa institucional destaca que as universidades seguiram orientações governamentais para se adaptar rapidamente à crise. Em nota, o presidente da UCL afirmou que a pandemia foi uma fase difícil e que o acordo permite redirecionar esforços para pesquisa e educação.
Representantes do setor, que reúne cerca de 142 instituições, indicam que, em períodos de lockdown, as universidades não puderam oferecer ensino presencial e ajustaram atividades para possibilitar a finalização dos cursos.
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