Em Alta NotíciasPolíticaFutebolAcontecimentos internacionaisEsportes

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Estudantes da Inglaterra e do País de Gales processam ensino online na pandemia

Mais de 170 mil estudantes buscam indenização de universidades na Inglaterra e no País de Gales por ensino online durante a pandemia, após acordo da UCL abrir espaço a ações

Young woman wearing mask on a computer.
0:00
Carregando...
0:00
  • Mais de 170 mil estudantes estão movendo ações contra várias universidades da Inglaterra e País de Gales, por estudos feitos online durante a pandemia, após acordo de UCL com o Student Group Claim.
  • Cartas de reclamação pré-ação foram enviadas a 36 instituições, incluindo Bath, Bristol, Exeter, Cardiff, Leeds, Imperial College London, Liverpool e Warwick.
  • O acordo entre a University College London e o grupo de estudantes abriu caminho para ações em larga escala no setor, com possível custo de milhões para as universidades, conforme o número de estudantes envolvido.
  • A ação é fundamentada em direito do consumidor: os alunos pagaram mensalidades para ensino presencial e uso de instalações, mas tiveram cursos online devido às restrições da Covid.
  • Outras universidades na mira incluem Birmingham, Coventry, De Montfort, East Anglia, Leeds Beckett, London School of Economics, Loughborough, Manchester, Newcastle, Nottingham, Southampton e York, com possibilidade de mais adesões até setembro de 2026.

Dozens de universidades na Inglaterra e no País de Gales enfrentam ação coletiva de mais de 170 mil estudantes, que buscam compensação pelos estudos terem sido transferidos para o online durante a pandemia. Preocupação envolve 36 instituições, enviando cartas de pré-ação em defesa dos alunos.

A ação surgiu após um acordo entre a University College London (UCL) e o grupo Student Group Claim, representando cerca de 6 mil estudantes cujas aulas foram afetadas. A UCL não admitiu culpa e os termos são confidenciais; ainda assim, advogados indicam possível indenização de até 5 mil libras por universitário.

O movimento pode abrir caminho para ações em massa em todo o setor, com estimativa de custos para as universidades variando conforme o número de alunos em cada reclamação. O processo baseia-se no direito do consumidor: se o serviço pago foi substituído por outro de menor valor, há reparação.

Universidades envolvidas e base legal

Entre as instituições alvo estão Bath, Bristol, Exeter, Cardiff, Leeds, Imperial College London, Liverpool e Warwick, além de Birmingham, Coventry, East Anglia, Leeds Beckett, LSE, Loughborough, Manchester, Newcastle, Nottingham, Southampton e York. Novas ações podem surgir até setembro de 2026.

Alega-se que estudantes pagaram matrículas anuais para ensino presencial e uso de instalações, mas restrições de Covid fecharam campus e migraram para o online, reduzindo o valor percebido do curso. Em muitos casos, as mensalidades online são 25% a 50% menores.

Outra estudante citada no caso, Georgia Johnson, relato que a formação de pós-graduação foi fortemente impactada pela transição para Zoom, prejudicando a experiência de aprendizado e atrasando a carreira. Ela também menciona prejuízos à saúde mental.

A defesa institucional destaca que as universidades seguiram orientações governamentais para se adaptar rapidamente à crise. Em nota, o presidente da UCL afirmou que a pandemia foi uma fase difícil e que o acordo permite redirecionar esforços para pesquisa e educação.

Representantes do setor, que reúne cerca de 142 instituições, indicam que, em períodos de lockdown, as universidades não puderam oferecer ensino presencial e ajustaram atividades para possibilitar a finalização dos cursos.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais