- Cerca de seis mil professores de escolas públicas de São Francisco entraram em greve na segunda-feira, primeira de quase cinquenta anos.
- A SFUSD anunciou que as escolas reabrem para funcionários na sexta-feira e para estudantes na quarta, após dois feriados, com estudo independente para alguns alunos.
- A greve cobrava 9% de reajuste em dois anos, benefícios de saúde familiares totalizados e mais recursos para educação especial; negociação durou quase um ano.
- O distrito propôs 6% de aumento salarial em três anos e bônus caso haja superávit até o ano letivo de 2027-28; a cidade enfrenta déficit de 100 milhões de dólares e supervisão estadual.
- Professores argumentam que as contribuições para o plano de saúde são baixas na Bay Area; o distrito ofereceu duas opções: cobrir 75% do custo com a Kaiser ou fornecer uma ajuda anual de $24.000 para escolha do plano.
O distrito escolar de San Francisco (SFUSD) anunciou um acordo provisório com o sindicato dos docentes, encerrando a greve que envolveu cerca de 6 mil professores. A paralisação teve início na segunda-feira, após negociações na reta final sem consenso. A medida afetou as 120 escolas da rede, com aulas suspensas e oferta de estudo independente para parte dos 50 mil estudantes.
A greve reivindicava reajustes salariais, melhoria de benefícios de saúde familiar e mais recursos para alunos com necessidades especiais. O sindicato contava com um aumento de 9% em dois anos, proposta que demandaria aproximadamente 92 milhões de dólares a mais por ano, segundo os docentes.
Segundo o SFUSD, a oferta atual prevê aumento salarial de 6% em três anos. A administração também sinalizou bônus caso haja superávit na receita até 2027-28. O distrito enfrenta um déficit de cerca de 100 milhões de dólares e está sob supervisão estadual, em meio a uma crise financeira de longa data.
Proposta e negociações
O sindicato afirmou que a saúde dos docentes segue entre as prioridades, já que muitos contribuem financeiramente para planos na Bay Area. A direção municipal apresentou duas opções: custear 75% da cobertura de planos familiares com a seguradora Kaiser ou conceder uma verba anual de 24 mil dólares para cada professor escolher o plano de saúde.
A recomendação de um painel de mediação independente, publicada na semana passada, sugeriu um compromisso de 6% de aumento em dois anos, alinhando-se em grande parte aos argumentos da administração sobre restrições orçamentárias. A cidade buscará manter o avanço financeiro sem ampliar o déficit.
Retorno às aulas
Os primeiros sinais indicam que as escolas reabrem para professores nesta sexta-feira e para alunos já na próxima semana, após dois feriados. O anúncio aponta para a retomada gradual das atividades presenciais, com o calendário escolar sendo ajustado para acomodar o transcurso das negociações.
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