- Parlamentares democratas, liderados pelas senadoras Elizabeth Warren e Tammy Duckworth e pelo representante Mike Quigley, demandam respostas sobre como as políticas de imigração de Donald Trump estariam agravando a escassez e os custos do cuidado infantil.
- Aproximadamente 20% da mão de obra do cuidado infantil nos Estados Unidos é composta por imigrantes; em algumas regiões esse contingente chega a 70%, e políticas de imigração podem reduzir a força de trabalho em até 15% (segundo carta de 48 parlamentares à Administração para Crianças e Famílias, vinculada ao Departamento de Saúde e Serviços Humanos).
- A carta cita exemplos como uma babá em Wisconsin, uma pessoa que pediu asilo e foi detida pelo Serviços de Imigração e Alfândega (ICE) após uma checagem de rotina, e educadores imigrantes em um pré-escolar em Washington, D. C. que perderam autorizações de trabalho por término do status de proteção temporária (TPS).
- Os lawmakers questionam como a Administração para Crianças e Famílias (ACF) está avaliando os impactos das políticas de imigração da gestão Trump no setor e o que será feito para evitar novas interrupções e reduzir custos.
- Em meio a esse debate, estados sob liderança democrata já avançam com creche universal gratuita; Novo México foi o primeiro estado a oferecer esse serviço em 2025, seguido por iniciativas em Nova York e São Francisco, com propostas de ampliar o cuidado infantil gratuito.
Democratas questionaram a Casa Branca sobre políticas de imigração que, segundo eles, agravam a escassez e o custo de cuidados infantis nos EUA. A cobrança envolve senadoras Elizabeth Warren e Tammy Duckworth, além do representante Mike Quigley, em uma carta enviada ao Departamento de Saúde e Serviços Humanos.
Os parlamentares afirmam que cerca de 20% da força de trabalho em creches nos EUA é composta por imigrantes, com até 70% em algumas regiões. A estimativa aponta que as políticas de imigração de Donald Trump podem reduzir a mão de obra no setor em cerca de 15%.
Na carta, os legisladores citam casos de profissionais de creches afetados pela ações de deportação, incluindo uma babá no Wisconsin, uma requerente de asilo detida após uma checagem de rotina e educadores imigrantes em Washington DC que perderam autorizações de trabalho. Também mencionam mudanças para reduzir proteções a locais sensíveis de inspeção pela ICE.
Eles apontam ainda que o fim de proteções para creches e locais similares, aliadas a prisões e visitas da ICE a locais de cuidado infantil, provocaram quedas de trabalhadores em Chicago e Minnesota. O impacto, segundo o texto, tende a repercutir na economia ao induzir pais a reduzir horas de trabalho ou deixar a força produtiva.
Os autores da carta perguntam como a ACF avalia os efeitos dessas mudanças sobre o setor e quais medidas estão sendo consideradas para evitar novas interrupções e reduzir custos crescentes para famílias. A demanda inclui solicitar dados sobre avaliação de impacto e planos de resposta da agência.
Paralelamente, estados sob gestão democrata avançam com iniciativas de creche universal gratuita. Novo México tornou-se o primeiro a oferecer esse serviço em nível estadual, em setembro de 2025, e cidades como Nova York e San Francisco anunciaram programas e investimentos para ampliar a oferta de cuidado gratuito.
A intervenção política ocorre em meio a propostas legislativas para universalizar a assistência, com a deputada Alexandria Ocasio-Cortez atuando como líder no House para a iniciativa de Warren, que prevê custos reduzidos por meio de parcerias com o governo federal e limites de custo para famílias. Detalhes sobre a implementação dependem de votações e tramitações legais.
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