- Estudo da Universidade de Birmingham, publicado no British Medical Journal (BMJ), analisa políticas de uso de smartphones em escolas secundárias da Inglaterra em 20 instituições (13 com políticas restritivas e 7 permissivas).
- Os resultados mostram que docentes, assistentes e outros funcionários gastam, em média, mais de 100 horas por semana para fazer cumprir as regras.
- Políticas restritivas exigem que os telefones estejam desligados e entregues na recepção ou guardados na mochila durante o dia escolar; políticas permissivas permitem uso durante intervalos.
- Dados autorrelatados indicam 102 horas semanais (equivalente a 3,1 funcionários) em escolas com políticas restritivas e 108 horas (equivalente a 3,3 funcionários) em escolas com políticas permissivas, com custos de cerca de £94 por aluno por ano letivo a mais nas permissivas em relação às restritivas.
- O governo divulgou orientações para tornar as escolas sem telefones, incluindo durante as pausas, e o Ofsted vai inspecionar a implementação; sindicatos defendem uma exigência legal para armazenamento seguro dos aparelhos.
A pesquisa da Universidade de Birmingham, publicada no British Medical Journal, aponta que as políticas de uso de celulares em escolas secundárias da Inglaterra são um enorme gasto de recursos. Em média, as equipes escolares dedicam mais de 100 horas semanais para fazer cumprir as regras.
O estudo envolve 20 escolas no país, com 13 adotando políticas restritivas e 7 permissivas. Políticas restritivas exigem que os celulares fiquem desligados e guardados o dia inteiro, enquanto as permissivas permitem uso durante pausas.
As conclusões indicam que, independentemente da abordagem, o tempo gasto pela equipe escolar para monitorar o uso dos aparelhos é significativo. A equipe envolve docentes, auxiliares, zeladores e recepcionistas.
Detalhes da amostra e custos
Dados coletados indicam que escolas com políticas restritivas gastam, em média, 102 horas semanais para implementar as regras, correspondendo a 3,1 profissionais em tempo integral. Políticas permissivasSomam 108 horas, ou 3,3 profissionais por semana.
O estudo estima um custo adicional por aluno de cerca de £94 por ano em escolas com políticas permissivas, frente às medidas mais restritivas. Os números refletem o impacto econômico da abordagem adotada.
Contexto e reações
A pesquisa ocorre após orientação governamental de tornar o ambiente escolar livre de telefones, inclusive durante recreios. O órgão regulador Ofsted deve avaliar como as escolas aplicam a política.
Sindicatos docentes pedem medidas adicionais. A NASUWT defende a adoção de um requisito legislativo que obrigue o recolhimento dos aparelhos ao longo do dia. Outros sindicatos destacam desafios de implementação.
O que vem a seguir
Autoridades educacionais destacam que a política deve considerar a proteção do tempo de bem-estar e atividades extracurriculares. Pesquisadores sinalizam necessidade de novas estratégias para o uso de smartphones entre adolescentes.
O Departamento de Educação informou que os celulares não têm lugar nas salas de aula, argumentando que a prática facilita o aprendizado ao reduzir distrações. O órgão reforça que as diretrizes ajudam as escolas nessa implementação.
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