- Dois ex-hackers condenados falaram a alunos de uma faculdade em Manchester para incentivar o uso de habilidades de jogos e programação de forma ética, ajudando a identificar falhas em cibersegurança.
- A iniciativa é apoiada pela Coop e pela The Hacking Games, startup que procura gamers talentosos para testar sistemas de empresas por meio de “red teaming” (hackers éticos).
- Conor Freeman, 26 anos, que ficou quase três anos preso por um furto de criptomoedas de 2 milhões de dólares, participou do evento por vídeo; Ricky Handschumacher, que cumpriu quatro anos de prisão, também participou via ligação.
- Freeman afirmou que caiu nesse universo online por acaso e que poderia ter seguido um caminho diferente se soubesse que poderia ser pago para fazer o bem. Handschumacher disse que também “caíram” no grupo e que poderia ter escolhido outra trajetória.
- A Coop planeja ampliar as palestras do projeto Hacking Games para as 38 escolas de sua rede no decorrer deste ano.
A Co-op, em parceria com a startup The Hacking Games, reuniu jovens em uma faculdade de sixth form em Manchester para discutir o uso de habilidades digitais para o bem. O objetivo é identificar gamers e codificadores talentosos que ajudem empresas a detectar falhas de segurança.
Dois ex-hackers participaram da atividade, destacando a diferença entre crime cibernético e atuação ética. Eles explicaram que o crime online envolve riscos reais e consequências duradouras para vítimas e infratores.
Conor Freeman, 26, foi preso perto de três anos em 2020 por participação em um golpe de criptomoedas de 2 milhões de dólares. Freeman se uniu ao grupo conhecido como The Com após ser influenciado online durante partidas de Minecraft.
Freeman participou do evento via vídeo ligado, em Connell Co-op College, próximo ao Estádio Etihad. Ao lado dele esteve Ricky Handschumacher, 30, americano que passou quatro anos na prisão pelo mesmo caso.
Handschaumacher afirmou que, se soubesse que era possível ser pago para agir corretamente, escolheria esse caminho. Freeman, que já trabalha como hacker ético na The Hacking Games, reforçou a ideia de que habilidades de jogos podem se tornar ferramentas de defesa.
Fergus Hay, cofundador da The Hacking Games, destacou o vínculo entre jogos e hacking. A empresa desenvolveu um teste com IA para mapear competências entre gamers que podem migrar para a cibersegurança.
A iniciativa conta com o apoio da Co-op, que sofreu um ataque em abril do ano passado. A rede fechará parceria com a organização para ampliar as palestras em 38 escolas associadas.
A Co-op informou que já houve prisões relacionadas a ataques a cadeias varejistas, como Co-op, Marks & Spencer e Harrods, ocorridas em 2024. A polícia continua investigando o caso.
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