- O texto aponta que brasileiros costumam traduzir literalmente do português para o inglês, como em “I have 30 years” ou “I stayed in doubt,”, o que não representa a forma natural da língua.
- Línguas não são códigos equivalentes; traduzir palavra por palavra mantém a estrutura da língua de origem e resulta em inglês artificial, compreensível porém estranho.
- Exemplos comuns destacam essa diferença: idade é expressão de ser, não de ter, e “fiquei em dúvida” não se traduz como “I stayed in doubt”; o natural é “I wasn’t sure”.
- O problema persiste porque o aprendizado ainda é baseado em tradução mental e decorebas, especialmente em contextos escolares, dificultando a fluência ao pensar na lógica do inglês.
- Sugestões práticas incluem aprender frases completas, observar como falantes nativos constroem ideias e desconfiar de frases que soam portuguesas demais, buscando pensar em estruturas da língua.
A tradução literal ainda compromete a fala de muitos brasileiros que aprendem inglês. Frases como I have 30 years ou I stayed in doubt aparecem com frequência em conversas cotidianas. O resultado é um inglês compreensível, porém artificial.
A origem do problema não está no vocabulário ou nas regras básicas. É a transferência direta da lógica do português para o inglês. Línguas não são códigos com palavras equivalentes; cada idioma organiza o pensamento de forma própria.
Quando isso ocorre, a comunicação tende a seguir uma linha previsível: estruturas portuguesas são mantidas, apenas trocando as palavras. O efeito é uma forma de inglês que funciona, mas não soa natural para falantes nativos.
Esse tipo de interferência é observado entre iniciantes e quem já estuda inglês há anos. Decorar listas e traduzir em mente evita o choque com a expressão inglesa, mas mantém a “tradução mental” ativa.
Como evitar a armadilha
Práticas simples ajudam a reduzir a dependência da tradução. Aprenda frases completas, não apenas palavras isoladas. Observe como falantes nativos constroem ideias e estruturas, não apenas o significado.
Desconfie de frases que parecem corretas apesar de soar portuguesas demais. Busque padrões comuns na língua-alvo, não apenas equivalências literais. A fluência aparece quando se pensa na estrutura da língua, não na tradução.
O domínio do inglês depende menos de erros isolados e mais da compreensão de padrões. Abandonar a tradução literal aproxima o uso do idioma de uma comunicação funcional e eficiente.
Entender essa diferença redefine expectativas e torna o aprendizado mais produtivo. O inglês do brasileiro não está necessariamente errado; é a lógica de outra língua que guia a construção.
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